Sabe aquele medo de o videogame portátil virar um console de tomada quando a bateria envelhece? Na Europa, isso ficou mais fácil de resolver: a Nintendo começou a vender por lá uma nova versão do Switch 2 com bateria removível, que o próprio dono consegue trocar. A mudança veio por causa de uma lei da União Europeia e, por enquanto, não há previsão de esse modelo chegar ao Brasil.
Por que a Nintendo mudou o Switch 2
A culpa (ou o mérito) é do Regulamento de Baterias da União Europeia. A partir de 18 de fevereiro de 2027, aparelhos portáteis vendidos no bloco precisam ter baterias que o usuário consiga remover e substituir a qualquer momento, sem ferramentas especiais (a não ser que o fabricante as forneça de graça).
No Switch 2 original, a bateria é colada. O pessoal do iFixit, especialista em consertos, precisou de ferramentas de alavanca e álcool isopropílico para tirá-la. Em sua página oficial sobre as regras europeias, a Nintendo confirma que está preparando versões dos seus produtos para cumprir a lei. Os modelos atuais têm números que começam com “BEE” e as novas versões trazem o código “OSM” na caixa.
O que muda no novo Switch 2
Segundo uma desmontagem feita pelo perfil modyfikatorcasper, no X, e repercutida pelo Digital Trends, o modelo novo é praticamente igual por dentro: mesmo chip da NVIDIA, os mesmos 12 GB de RAM (agora de outro fornecedor), placa-mãe redesenhada, ventoinha diferente e, claro, a bateria nova.
- Bateria mais fácil de trocar: ela deixou de ficar escondida sob a blindagem térmica, e a troca não exige mais pasta térmica.
- Joy-Con 2 também mudaram: as baterias dos controles agora são substituíveis.
- Um pouquinho mais pesado: o console sozinho passa de cerca de 400 g para uns 410 g. Com os Joy-Con 2 encaixados, fica cerca de 12 g mais pesado que o original.
Não há ganho de desempenho, gráficos melhores nem refrigeração mais potente. A ideia é deixar o aparelho mais fácil de consertar, não mais rápido.
E no Brasil?
O modelo com bateria removível foi feito para a União Europeia, e a Nintendo não anunciou essa versão para outros mercados. Segundo o jornal japonês Nikkei, citado pelo PC Gamer, o Japão segue com o modelo de bateria colada. Para o Brasil, a Nintendo não anunciou nenhuma mudança no modelo vendido por aqui.
Se a bateria do seu Switch 2 começar a perder fôlego daqui a alguns anos, o caminho no Brasil é a assistência técnica autorizada. A própria Nintendo recomenda que, fora da Europa, os donos não tentem trocar a bateria por conta própria.
Vale a pena trocar de console?
Para quem já tem um Switch 2, a resposta é não: o jogo roda igualzinho nos dois. Mas a novidade mostra como leis de direito ao reparo estão mudando os eletrônicos. O mesmo regulamento europeu deve forçar outros fabricantes de portáteis a seguir o mesmo caminho até 2027.
Você gostaria de poder trocar a bateria do seu videogame ou celular em casa? Conta pra gente nos comentários!
Com informações também de: Nintendo Everything, PC Gamer.
















