Mal o 5G se espalhou e o 6G já começa a sair do papel. A operadora americana Verizon e a Ericsson anunciaram nesta semana a primeira chamada 6G feita em campo, ou seja, fora de laboratório, numa antena de verdade. O teste aconteceu em Concord, na Califórnia, e usou a faixa de 7 GHz.
Antes de tudo: não existe 6G para usar, nem nos EUA nem no Brasil. Foi uma demonstração técnica, e as próprias empresas fazem questão de dizer que não se trata de um lançamento comercial.
Como foi o teste
De acordo com o comunicado da Ericsson, a chamada foi feita num site comercial da rede da Verizon, com um kit de prova de conceito da Ericsson. A estação-base ficou no abrigo da antena, e o “celular” do teste era um equipamento instalado dentro de uma cabine sobre rodas, de cerca de 3,6 por 2,4 metros.
A cabine tem paredes e janelas de materiais e espessuras diferentes, justamente para medir como o sinal se comporta ao entrar em casas e prédios. A conexão usou um canal de 400 MHz na faixa de 7 GHz, com uma versão “pré-padrão” da tecnologia, já que as regras oficiais do 6G ainda estão sendo definidas pelo setor.
Foram avaliados cobertura, velocidade, latência e estabilidade, com o sinal passando por árvores, obstáculos, vidro e materiais de construção. As empresas, porém, não divulgaram números de velocidade.
Por que a faixa de 7 GHz importa
O 5G “de verdade” que conhecemos usa principalmente frequências mais baixas, que alcançam longe, mas têm menos espaço para dados. Frequências muito altas, como as ondas milimétricas, são rápidas, mas o sinal morre em qualquer parede.
A faixa de 7 GHz fica no meio do caminho e é uma das apostas do setor para o 6G: tem bastante espaço para transmitir dados e um alcance mais razoável. Por isso o teste dentro da cabine é tão importante, já que mostra se o sinal consegue chegar a ambientes fechados. Segundo o SDxCentral, a Ericsson já tinha feito um teste parecido neste ano na sede de Plano, no Texas.
E a IA nisso tudo?
O diretor de tecnologia da Verizon, Yago Tenorio, disse ao SDxCentral que a ideia é projetar o 6G já pensando em usos específicos, e citou a inteligência artificial como algo que pode mudar o tráfego das redes. Em resumo: com cada vez mais gente usando assistentes de IA, óculos inteligentes e câmeras conectadas, as redes precisam dar conta de enviar muito mais dados, não só receber.
Quando o 6G chega ao Brasil?
Não há data. Como o padrão do 6G ainda nem foi fechado, nenhuma operadora brasileira anunciou previsão de lançamento. Por aqui, o foco das operadoras segue sendo ampliar a cobertura do 5G. Ou seja, se você está pensando em trocar de celular, o 5G é o que importa por muitos anos ainda.
E você, já usa o 5G no dia a dia ou o sinal ainda não chega bem onde você mora? Conta nos comentários!
















