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A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das prioridades da atenção primária à saúde (APS). De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 1.13 bilhões de pessoas tenham hipertensão no mundo todo. Para alertar sobre os riscos da doença, incentivar os cuidados e o diagnóstico precoce, foi criado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, celebrado em 26 de abril. A doença, que mata mais de 10 milhões de pessoas no mundo por ano, é caracterizada pela elevação sustentada dos níveis de pressão arterial.

A enfermidade, que costuma evoluir de forma silenciosa, pode apresentar sintomas como dor de cabeça, tontura, enjoo, palpitações, dor no peito e falta de ar. Apesar de não ter cura, o tratamento pode evitar possíveis complicações como infarto, Acidente Vascular Encefálico (AVE), popularmente conhecido com derrame, insuficiência cardíaca e problemas renais. ” Dessa forma, destaco a importância em realizar consultas de rotina com o objetivo de prevenção, identificação dos fatores de risco e tratamento precoce para evitar suas complicações”, pontua a médica de Família da Amparo Saúde – empresa do Grupo Sabin, Larissa Nunes, .

A hipertensão está se tornando um problema cada vez mais comum, em decorrência do aumento da longevidade e da prevalência de fatores contribuintes, como obesidade, sedentarismo e dieta pouco saudável, comenta Larissa Nunes

Redução de riscos

A médica de família destaca que a hipertensão pode ser agravada pela presença de outros fatores de risco como colesterol alto, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes, sobrepeso, má alimentação, sedentarismo e tabagismo “por isso, a promoção à saúde é o caminho que tem mostrado melhores resultados, por meio da redução de sódio nos alimentos industrializados, desmotivação do tabagismo e do uso abusivo de álcool e da promoção à prática de atividades físicas, além do uso correto da medicação, quando indicada por um especialista, são excelentes medidas para reduzir o risco de complicações. Além disso, destaca a importância em realizar uma abordagem centrada na pessoa, identificando suas individualidades, os medos, dúvidas e expectativas do paciente diagnosticado com HAS, com o intuito de melhor adesão ao tratamento e autocuidado.

Diagnóstico

A maioria dos pacientes diagnosticados com hipertensão é assintomática, portanto, o rastreamento é essencial. Os pacientes são avaliados por meio da história, do exame físico e de exames laboratoriais de rotina indicados pelo médico.

A HAS é definida quando há registro de PA elevada em, pelo menos, duas medidas em encontros clínicos diferentes, embora algumas diretrizes sejam mais rigorosas e já indiquem a monitorização ambulatorial da PA (MAPA) ou a monitorização residencial da PA (MRPA) como padrão-ouro para o diagnóstico. São diagnosticados como hipertensos aqueles com PA média após medidas acima de 140/90.

O risco de desenvolvimento de hipertensão ao longo da vida é elevado, dessa forma devem ser realizados esforços para minimizar os fatores de risco.