Balneário Camboriú, que figura no topo do ranking nacional com o metro quadrado mais valorizado do país, segundo o Índice FipeZap, construiu sua imagem imobiliária na corrida por altura. O skyline, dominado por arranha-céus, reflete um mercado em que empreendimentos de grande altura ganharam espaço entre as preferências de parte dos compradores. Agora, um empreendimento segue na direção oposta: menos gente, menos circulação e mais silêncio. O Auris Residenze, do Fischer Group, que ficou conhecido como o primeiro edifício-árvore do Brasil, traz um desenho pouco comum na cidade: 26 apartamentos, um por andar, em um edifício de 131 metros e 11,5 mil metros quadrados de área construída. O projeto trabalha com ticket médio acima de R$ 5 milhões e Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 110 milhões.
O movimento conversa com uma nova demanda no alto padrão: compradores que já não aceitam como "normal" disputar elevador, conviver com áreas comuns superutilizadas e viver em condomínios com centenas de unidades. A baixa densidade muda a dinâmica do prédio, desde o fluxo de pessoas até a gestão do condomínio, e costuma ser lida como atributo patrimonial por quem compra para morar e por quem compra para manter valor ao longo do tempo. "Queremos que as pessoas que morem no Auris tenham a sensação de viver em meio à natureza por conta do conforto térmico, baixa sonoridade e ar puro que traremos no edifício", diz Cláudio Fischer, CEO do Fischer Group.
Eficiência vira parte do produto
Além da exclusividade, o Auris traz um pacote de desempenho que, cada vez mais, entra no radar do comprador. A fachada foi desenhada para atuar como barreira contra a incidência solar e reduzir a demanda de climatização: a estimativa é de até 42% menos uso de ar-condicionado, 26% menos consumo total de energia e até 52% de economia de água com reuso de águas cinzas e pluviais. O projeto inclui ainda filtragem e renovação de ar, sensores de CO₂ (inclusive em garagens) e purificação de água em áreas comuns.
"O luxo não está ligado à ostentação, mas à criação de um ambiente em que o bem-estar e a integração com a natureza são fundamentais. A fachada foi desenvolvida para garantir conforto térmico e luminoso, minimizando o uso de ar-condicionado e iluminação artificial", afirma Fischer.Design italiano e personalização
Assinado por Marco Casamonti, fundador do escritório italiano Archea Associati, o empreendimento também explora um componente que pesa no alto padrão: autoria. A proposta arquitetônica prevê integração permanente de jardineiras e brises à fachada, não como paisagismo decorativo, mas como parte do funcionamento térmico do edifício. As unidades têm média de 187 metros quadrados e há previsão de personalização de layout, apoiada por consultoria do arquiteto.
"Balneário Camboriú ficou conhecida pelos edifícios de grande escala. No Auris, a proposta é outra: vender exclusividade de verdade, tempo, privacidade e sossego. No alto padrão, isso costuma sustentar valor ao longo dos anos", conclui Fischer.















