A escritora, historiadora, genealogista, pesquisadora e difusora cultural cearense Anapuena Havena está entre os finalistas do prêmio Melhor do Brasil no Mundo (Best of Brazil Global Awards), na categoria Melhor Escritora. A premiação reconhece brasileiros que se destacam no exterior.
A cerimônia de gala será realizada em 12 de setembro de 2026, no Museu da Estátua da Liberdade, na Ilha da Estátua da Liberdade, em Nova York, quando serão anunciados os vencedores. Será a primeira vez que o local receberá um evento voltado à comunidade brasileira. A modelo e empresária Luiza Brunet é embaixadora oficial do evento, idealizado pelo produtor Rafael dos Santos. Esta é a segunda vez que o nome da escritora chega à etapa final da premiação — em edição anterior, a cerimônia foi realizada no Palácio do Parlamento Britânico, em Londres.
Residente nos Estados Unidos, Anapuena Havena é fundadora e presidente da Academia Brasileira de História e Literatura (ABHL) e da The American Society of History, Arts and Letters (ASHAL). A ABHL reúne escritores, historiadores, pesquisadores e intelectuais de diferentes regiões do Brasil, com atuação voltada à preservação da memória e à valorização da literatura e da produção intelectual brasileira. A ASHAL, sediada nos Estados Unidos, foi criada para promover a difusão cultural e intelectual, ampliando a circulação da produção acadêmica, artística e literária em âmbito global. Lincoln Chaves, esposo da autora, é cofundador e vice-presidente de ambas as instituições.
A trajetória literária de Anapuena começou em 2014, quando seu filho mais velho, então com oito anos e leitor assíduo, lamentou não ter novos livros para ler. Diante da situação, Anapuena pegou papel e caneta e escreveu, à mão, O Príncipe que Não Sabia Brincar. O episódio deu origem à sua primeira obra e ao início de sua carreira literária.
Desde então, publicou obras de gêneros variados — romances de época, literatura infantojuvenil, crônicas, poesias e contos —, além de artigos científicos e culturais. Entre seus títulos está Encantos do Café, romance de época ambientado no ciclo cafeeiro brasileiro. Também é autora da série A Leitora do Tempo, composta por crônicas inspiradas em jornais, documentos e registros do século XIX, que transformam pesquisa documental em narrativa acessível, recriando costumes, ambientes e o cotidiano do Brasil imperial. Seu próximo romance, O Último Baile, está em fase de finalização.
Em 2017, inspirada pelo universo histórico de seu livro Encantos do Café, fundou, ao lado de seu esposo, Lincoln Chaves, um espaço histórico e cultural que reunia cafeteria, restaurante, galeria, livraria, biblioteca e programação regular de palestras, lançamentos de livros e aulas gratuitas. Foi dessa experiência que nasceu a Academia Brasileira de História e Literatura.
Por meio da ABHL e da ASHAL, Anapuena Havena desenvolve projetos editoriais, antologias literárias, ciclos de estudos e projetos de difusão intelectual e cultural, entre eles o Ciclo de Estudos sobre Patrimônio Material Brasileiro e a coletânea Pequenas Eternidades, dedicada à preservação de memórias pessoais por meio da literatura. Também é organizadora e coautora de Aconteceu no Brasil Imperial, obra que reúne estudos, ensaios e produções literárias de autores contemporâneos sobre o período imperial brasileiro.
Na pesquisa histórica e genealógica, desenvolve o projeto Desbravando o Sertão Central Cearense, voltado à investigação documental sobre as origens do sertão central do Ceará e à reconstrução de trajetórias familiares do interior do estado. Recentemente, identificou o fundador de uma capela de relevância histórica e cultural para o município de Banabuiú, contribuindo para recolocar essa memória no registro histórico local.
Para Anapuena Havena, pesquisa e literatura caminham juntas. Ao investigar documentos, raízes familiares e a memória do Brasil e do sertão central cearense, transforma identidade, memória e experiência humana em narrativa literária. Como historiadora, utiliza a literatura como ferramenta de aproximação entre o público e a História, buscando tornar o conhecimento histórico mais acessível e envolvente.
Embora tenha nascido em Fortaleza, a escritora cresceu no sertão central cearense e tem Quixadá como cidade do coração, razão pela qual se considera quixadaense. Com raízes familiares ligadas aos municípios de Banabuiú, Quixadá e Quixeramobim, carrega com orgulho a identidade cultural do interior do Ceará. Mãe de três filhos — todos nascidos em Quixadá por escolha da família —, vê na literatura, na educação e na preservação da memória formas de construir legado e contribuir para as próximas gerações. Os filhos seguem os passos da mãe: já escrevem e ilustram suas próprias histórias.
"Levar a literatura, a história e a cultura do Brasil de Quixadá à Estátua da Liberdade é motivo de orgulho e gratidão", afirmou Anapuena.
Com obras publicadas, textos em circulação e instituições ativas em dois países, Anapuena Havena consolida, entre o Brasil e os Estados Unidos, uma trajetória dedicada à valorização da literatura, da história e da cultura brasileira no cenário internacional.














