O Google Doodle de hoje, 06/10, celebra a Semana Mundial do Espaço de 2026. E escolheu um jeito bonito de fazer isso: a arte destaca a Nebulosa Rosebud, que acaba de ganhar uma nova imagem feita pelo Telescópio Espacial James Webb.
Se você abriu o Google e ficou hipnotizado por aquele mar de nuvens douradas e vermelhas, a gente explica o que é a data e o que tem de tão especial nessa nebulosa.
O que é a Semana Mundial do Espaço
A Semana Mundial do Espaço acontece todos os anos de 4 a 10 de outubro. Ela foi instituída pela Assembleia Geral da ONU em 1999 e hoje é considerada a maior celebração anual do espaço no planeta, com eventos em escolas, museus, planetários e agências espaciais de dezenas de países.
As datas não foram escolhidas por acaso. Elas lembram dois marcos da exploração espacial:
- 4 de outubro de 1957: lançamento do Sputnik 1, o primeiro satélite artificial da história, que deu início à Era Espacial.
- 10 de outubro de 1967: entrada em vigor do Tratado do Espaço Exterior, que estabeleceu as bases para o uso pacífico do espaço.
O tema de 2026: “Rocket Revolution”
Em 2026, o tema da semana é “Rocket Revolution” (algo como “Revolução dos Foguetes”). A ideia é celebrar como o acesso ao espaço mudou: o que antes dependia de poucos programas governamentais virou um ecossistema com empresas privadas, foguetes reutilizáveis e novos países entrando na corrida espacial.
Na prática, isso significa lançamentos mais frequentes e mais baratos, o que abre espaço (literalmente) para mais satélites, mais ciência e mais missões.
Nebulosa Rosebud: a estrela do Doodle
A Nebulosa Rosebud, também conhecida pelo nome técnico NGC 7129, fica na constelação de Cefeu, a cerca de 3.300 anos-luz da Terra. O apelido vem do formato das nuvens de gás e poeira, que lembram um botão de rosa.
Ela é um verdadeiro berçário de estrelas. A nova imagem divulgada pela NASA, feita com os instrumentos NIRCam e MIRI do James Webb, revela estrelas jovens e protoestrelas que antes ficavam escondidas pela poeira.
No centro da cena está a estrela LkHα 234, que tem entre 5 e 8 vezes a massa do Sol. Com sua radiação e seus jatos de material, ela abriu uma cavidade dourada de cerca de 3,5 anos-luz de largura na nuvem. As regiões avermelhadas mostram hidrogênio mais frio sendo chacoalhado por protoestrelas ainda em formação.
Por que as imagens do James Webb são tão impressionantes
O segredo está no infravermelho. A luz visível não consegue atravessar as nuvens densas de poeira das nebulosas, mas a luz infravermelha consegue. É por isso que o Webb enxerga estrelas que outros telescópios nunca viram.
A Rosebud, inclusive, já tinha sido fotografada pelo telescópio Spitzer, que hoje está aposentado. A diferença de nitidez entre as duas imagens mostra bem o salto que o Webb trouxe para a astronomia.
Se quiser ver a imagem completa em alta resolução, ela está disponível no site da NASA. Vale a pena dar zoom e se perder nos detalhes.
E aí, curtiu o Doodle de hoje? Qual imagem do espaço mais te impressionou até hoje? Conta pra gente nos comentários!
