A área de transplante capilar cresceu exponencialmente na última década, especialmente após a introdução da técnica de extração de unidades foliculares (FUE), como aponta artigo publicado na PubMed Central. A cirurgia de transplante capilar é um procedimento ambulatorial realizado em hospital sob anestesia local e sedação, com acompanhamento de um médico anestesista.
Na FUE, os enxertos são extraídos como unidades foliculares individuais em uma técnica de duas ou três etapas, diferentemente da técnica difundida anteriormente, em que a coleta da área doadora era feita pelo método de faixa única. A principal desvantagem era uma cicatriz linear na área doadora.
O Dr. José Raphael Montoro, médico, cirurgião de cabeça e pescoço e fundador da clínica Montoro Villela, comenta que, antes de decidir pelo transplante, é comum que os pacientes tenham dúvidas sobre cicatrizes visíveis, a naturalidade do resultado, se o cabelo transplantado pode cair após alguns anos, se o procedimento é doloroso e quanto tempo demora para o resultado final aparecer.
A cirurgia de transplante capilar não deve ser considerada uma solução definitiva para a alopecia androgenética, já que a queda de cabelo nestes casos é um processo contínuo. O estudo da PubMed Central recomenda que todos os pacientes sejam orientados sobre a importância da continuidade do tratamento medicamentoso, mesmo após a cirurgia.
O centro médico, localizado em Marília (SP), tem consolidado sua atuação na restauração capilar ao unir experiência cirúrgica, acompanhamento clínico em tricologia e foco na segurança do paciente. Além do Dr. José Raphael Montoro, que atua na área desde os anos 2000, a equipe médica conta com o Dr. Luiz Flávio Villela, cirurgião de cabeça e pescoço, e com a Dra. Fabiana Colucci Montoro, dermatologista pós-graduada em tricologia clínica.
A Dra. Fabiana Colucci Montoro, médica dermatologista e sócia-fundadora da clínica Montoro Villela, alerta que, ao escolher um profissional para realizar o procedimento, o paciente deve avaliar critérios como formação técnica e registro do médico cirurgião, domínio de técnicas modernas — como FUE —, portfólio de casos reais do profissional com resultados naturais, além da infraestrutura da clínica e se há suporte pós-operatório.
"O profissional deve ter número de registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e registro de especialidade cirúrgica ou dermatológica. Também é importante saber quem de fato executa a cirurgia, já que não é incomum que alguns cirurgiões deleguem o procedimento a técnicos", orienta a médica.
Clínica Montoro Villela
De acordo com o Dr. Luiz Flávio de Azevedo Villela, médico cirurgião da cabeça e pescoço, sócio-fundador da Clínica, a Montoro Villela expandiu sua atuação para a área de transplante capilar após a identificação de uma demanda cada vez maior de pacientes sobre a perda de cabelo. "No dia a dia do atendimento clínico e dermatológico, homens e mulheres apresentavam relatos de como a calvície afetava profundamente a saúde mental, a confiança e as relações sociais deles".
"A integração entre os profissionais envolvidos no transplante capilar é uma composição médica que permite unir visão cirúrgica, segurança anatômica e acompanhamento dermatológico especializado em um mesmo centro de cuidado. Em uma sala de cirurgia de alta performance, a presença de dois cirurgiões na mesma equipe é uma estratégia de eficiência, segurança e refinamento técnico da medicina moderna", afirma o médico.
O Dr. José Raphael Montoro acrescenta que o acompanhamento em tricologia complementa os resultados obtidos com a cirurgia desde a avaliação pré-operatória. "A análise pela tricologia clínica é indispensável para tratar patologias de base como dermatite seborreica, psoríase e foliculites, que podem interferir no resultado do transplante capilar, diagnosticar o tipo exato de alopecia e recuperar o máximo possível a área doadora".
No pós-cirúrgico recente, a tricologia atua no controle da descamação, prurido e inflamação com lasers de baixa potência e medicamentos tópicos e orais individualizados para cada paciente, enquanto no pós-cirúrgico tardio, o tratamento tricológico contínuo com terapias regenerativas, vasodilatadoras e com outros medicamentos sustenta a densidade capilar.
A equipe da clínica observa que softwares de alta precisão baseados em Big Data e inteligência artificial (IA) têm revolucionado a etapa diagnóstica e de design da restauração capilar. Para os profissionais, a evolução caminha para o uso de micromotores oscilatórios e híbridos de última geração — aparelhos que realizam movimentos cirúrgicos milimétricos —, aumentando drasticamente a taxa de sobrevivência dos enxertos.
Além disso, é possível identificar o crescimento da medicina regenerativa e das terapias avançadas, como lasers, microagulhamento robótico associado (Drug Delivery) e da engenharia genética relacionada à clonagem capilar, embora a clonagem de folículos capilares (bioengenharia de tecidos) ainda esteja em fase de pesquisas laboratoriais e testes clínicos.
"Para a clínica, toda essa tecnologia serve como uma poderosa aliada, mas o pilar insubstituível da restauração capilar de excelência continuará sendo o fator humano. A tecnologia fornece as ferramentas de máxima precisão, mas é a destreza manual e o senso artístico do cirurgião que desenham um resultado verdadeiramente natural e imperceptível", conclui o fundador.
Para conhecer mais sobre os procedimentos da Clínica Montoro Villela, basta acessar: https://clinicamontorovillela.com/












