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Participação feminina aumenta em cargos das Forças Armadas

Participação feminina aumenta em cargos das Forças Armadas
Participação feminina aumenta em cargos das Forças Armadas

No universo dos concursos militares, conhecidos pelo alto nível de exigência e por uma presença majoritariamente masculina, uma nova narrativa está sendo escrita pelas mulheres. No Dia Internacional da Mulher, a trajetória de Gabriela Queiroz, ex-aluna do Elite Rede de Ensino, unidade de Campo Grande, exemplifica a mudança no setor militar.

A jornada de Gabriela rumo à Escola de Preparação de Cadetes do Exército (EsPCEx) não foi uma linha reta. Em 2024, a aprovação veio, mas um percalço em uma das etapas do concurso adiou o sonho. Em 2025, nova aprovação, desta vez na lista de espera. Com suporte da coordenação militar, Gabriela manteve a preparação após resultados adversos.

Convocada na terceira chamada da EsPCEx, Gabriela concluiu as etapas de seleção e ingressou como cadete. “É uma história de quem acreditou até o último segundo, transformando a incerteza em combustível”, destaca Luiza Machado, coordenadora de inovações pedagógicas do Elite.

A história de Gabriela não é um caso isolado, mas o topo de uma pirâmide que floresceu em 2025. Concursos militares registram maior presença feminina entre os classificados: Ana Julia Saint Martin De Oliveira alcançou o 2º lugar no Colégio Naval e o 16º na EsPCEx; Sophia Pedretti Martins Pereira conquistou o 4º lugar no Colégio Naval e Kayllane Medeiros Gonçalves garantiu o 5º lugar na mesma instituição.

O sucesso dessas alunas acompanha um movimento histórico de abertura e ocupação: em 2025, o Brasil registrou um recorde de mais de 33 mil mulheres inscritas no inédito serviço militar voluntário feminino, uma demanda que superou em 23 vezes o número de vagas disponíveis.

Atualmente, as mulheres já representam cerca de 10% do efetivo total das Forças Armadas, um contingente de aproximadamente 37 mil militares. Esse cenário, reforçado pela meta do Ministério da Defesa de dobrar a participação feminina nos próximos anos, confirma que o caminho trilhado por essas alunas não é apenas uma exceção, mas parte de uma transformação no setor.

“Trabalhamos com o mesmo nível de exigência técnica para todos, mas com um olhar atento à construção da confiança e do pertencimento dessas jovens em espaços onde elas, por muito tempo, foram exceção”, afirma Luiza Machado.

Para o Elite, a formação dessas futuras líderes começa muito antes do edital do concurso. O tema da equidade é tratado de forma transversal no currículo. Através da Eletiva de Inovação “Mulheres que Mudaram o Mundo”, que integra o Ecossistema de Aprendizagem Inovador (EAI) da escola, os alunos investigam o impacto feminino na ciência, política e sociedade.

De acordo com Luiza Machado, a atuação de mulheres em áreas tradicionalmente associadas ao público masculino — como Educação Financeira, Aplicativos e Iniciação Científica — serve como referência de autoridade para as estudantes. Para o Elite, essa presença contribui para desconstruir barreiras de gênero no ambiente escolar.

A desconstrução de estereótipos também passa pelas telas e pelo debate. Projetos como o Cine Curta e a Sessão Pipoca utilizam obras como “Estrelas Além do Tempo” e “Que Horas Ela Volta?” para provocar discussões sobre raça, classe e gênero desde o Ensino Fundamental.

"Mais do que aprovações em concursos, o objetivo é formar mulheres com mentalidade competitiva e convicção de pertencimento. Seja na academia militar, na tecnologia ou nas artes, o exemplo de Gabriela e de tantas outras prova que, quando a determinação encontra o suporte certo, não existe o ‘impossível’", completou Deborah Anastacio, diretora da rede.

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