Um levantamento realizado com 80 mulheres submetidas à lipoaspiração de definição abdominal identificou um perfil marcado pela associação entre procedimentos e histórico gestacional. A média de idade das pacientes foi de 38,9 anos, e 75% delas já haviam engravidado antes da realização do procedimento.
Além disso, 90% realizaram cirurgias simultâneas, sendo mais frequentes a lipoabdominoplastia (36,25%) e a minilipoabdominoplastia (12,5%), enquanto 40% foram submetidas apenas à lipoaspiração. Ao final, 91,7% das participantes relataram satisfação com os resultados e 97,5% consideraram o aspecto obtido natural.
O Dr. Thiago Belfort, cirurgião plástico em Recife, que atua há mais de 15 anos com foco em cirurgia corporal e de mama, aponta alguns fatores que têm motivado mulheres em torno dos 40 anos a buscarem cirurgias plásticas corporais de forma mais recorrente hoje em dia.
"Uma mulher nesta idade é considerada jovem, ativa e cheia de projetos pessoais e profissionais. Associado a isso, a maternidade também mudou muito. Antigamente ela acontecia mais frequentemente na faixa dos 20 anos; hoje muitas mulheres engravidam nos 30 anos, às vezes até mais tarde", comenta o profissional.
O especialista também observa que atualmente a sociedade é mais voltada para saúde, atividade física e estilo de vida fitness. Nesse cenário, o corpo bem cuidado passou a ser também uma expressão de bem-estar e qualidade de vida. "Muitas mulheres procuram a cirurgia plástica para recuperar alterações que, muitas vezes, nem dieta nem atividade física conseguem resolver sozinhas."
A lipoaspiração, também conhecida como lipoescultura, é um procedimento destinado a remodelar áreas específicas do corpo por meio da remoção de depósitos localizados de gordura. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a técnica tem como objetivo melhorar os contornos corporais e promover maior proporção entre diferentes regiões do corpo.
Critérios de indicação e segurança
Para o cirurgião plástico, em procedimentos como lipoaspiração, abdominoplastia e lipoabdominoplastia, é fundamental que a paciente entenda o diagnóstico do seu caso, compreenda os pontos positivos e limitações de cada técnica, entenda as cicatrizes envolvidas, o processo de recuperação e esclareça todas as dúvidas antes da cirurgia.
O Dr. Thiago Belfort pontua que, para uma mesma situação, várias possibilidades cirúrgicas podem existir, e, justamente por isso, o entendimento claro por parte da paciente é crucial para que ela consiga participar da escolha da técnica mais adequada, alinhando expectativa, segurança, recuperação e resultado.
"Na cirurgia plástica, não existe fórmula mágica. Existem indicação correta, planejamento individualizado e alinhamento de expectativas. Quando todos esses pontos são bem esclarecidos e se constrói uma relação de confiança entre médico e paciente, os resultados costumam acontecer de forma extremamente positiva, tanto do ponto de vista estético quanto emocional", declara o especialista.
Segundo o médico, o planejamento cirúrgico individualizado, ambiente hospitalar adequado, equipe preparada, controle do tempo cirúrgico e acompanhamento rigoroso no pós-operatório são fatores de segurança que precisam ser considerados antes de qualquer cirurgia corporal para reduzir riscos e alcançar uma recuperação mais tranquila e previsível.
"Quanto mais tempo o cirurgião plástico se dedica ao diagnóstico correto, à avaliação clínico-laboratorial detalhada e à otimização da paciente no pré-operatório, mais segura tende a ser a cirurgia. Hoje entendemos que a segurança começa muito antes do centro cirúrgico, na seleção adequada da paciente, na indicação correta do procedimento e na definição realista do que deve ou não ser realizado naquele momento", afirma o cirurgião.
Conforme enfatiza o especialista, muitos dos fatores que garantem um bom pós-operatório começam ainda no pré-operatório, no entanto, ele destaca que a vigilância e a monitorização do cirurgião em cada etapa do pós-operatório são cuidados essenciais para reduzir riscos e proporcionar uma recuperação mais segura para a paciente.
Ferramenta de reconstrução da autoestima
Uma pesquisa conduzida com 52 pacientes submetidos a cirurgias plásticas constatou melhora da autoestima e da qualidade de vida após os procedimentos. Cerca de 92,3% dos participantes eram mulheres, com idade média de 37 anos. Utilizando a Escala de Autoestima de Rosenberg, os pesquisadores observaram aumento da pontuação média de 29,87 no períodopré-operatório para 34,92 após a cirurgia.
"Está cada vez mais consolidado o conceito atual de que saúde envolve também bem-estar emocional e psicológico. É preciso reduzir o estigma de superficialidade muitas vezes associado à cirurgia plástica e entender que, quando realizada com critério, responsabilidade e indicação correta, ela também pode atuar como uma ferramenta legítima de reconstrução da autoestima, da confiança e do bem-estar", analisa o Dr. Thiago Belfort.
De acordo com o profissional médico, a cirurgia plástica corporal passou por grande evolução ao longo dos últimos 15 anos, com um avanço do conhecimento e da inovação no segmento, principalmente no período pós-pandemia. Ele ressalta a mudança de mentalidade, com maior preocupação com segurança, naturalidade, planejamento individualizado e indicação correta dos procedimentos como um dos fatores propulsores desta evolução.
Segundo a SBCP, os avanços tecnológicos têm ampliado a precisão, a segurança e a personalização da cirurgia plástica. Entre as inovações incorporadas à especialidade estão cirurgia robótica, inteligência artificial (IA), realidade aumentada, imagem em 3D e técnicas minimamente invasivas. No contorno corporal, esses recursos também são aplicados em procedimentos como a lipoaspiração de alta definição.
Para mais informações, basta acessar o site oficial do Dr. Thiago Belfort: https://thiagobelfort.com/











