A Tecban, empresa que conecta o físico e o digital para tornar o ecossistema financeiro mais eficiente e inclusivo, vem consolidando uma transformação estrutural em sua operação a partir da integração da inteligência artificial (IA) ao dia a dia das equipes.
Mais do que ganhos financeiros, que já superam R$ 1 milhão em eficiência operacional, a companhia avança na construção de um novo modelo de trabalho, no qual humanos e agentes inteligentes atuam de forma integrada, com impacto direto na produtividade, na qualidade das entregas e na tomada de decisão.
A iniciativa já envolve mais de 6 mil colaboradores e integra mais de 90 agentes e robôs aos fluxos de áreas como Tecnologia, Operações, Compras, Pessoas e Negócios. Na prática, tarefas repetitivas, consolidação de dados e análises recorrentes passaram a ser executadas por IA, liberando os times para atividades mais estratégicas e analíticas.
"Quando a IA entra de forma efetiva na operação, ela transforma a maneira como o trabalho acontece na rotina dos colaboradores. Esse investimento reduz fricções, acelera decisões e melhora a qualidade da execução", afirma Robert Baumgartner, CIO da Tecban.
Da automação à inteligência operacional
A jornada da Tecban com IA marca uma evolução importante: da automação tradicional para o uso de agentes inteligentes capazes de compreender contexto, interagir com usuários e apoiar decisões.
Entre os exemplos, estão assistentes como Norminha, voltada a normas internas; Teco, para suporte a compras; Nor, focado no catálogo de serviços; e o Conecta RH, que apoia rotinas da área de Pessoas. Esses agentes já fazem parte da rotina corporativa e representam uma mudança relevante na experiência do colaborador, tornando o acesso à informação mais ágil, simples e contextual.
Ganhos que vão além do financeiro
Nos últimos seis meses, o uso do Microsoft 365 Copilot praticamente dobrou, com crescimento próximo de 90% no volume mensal de ações. Nesse período, foram contabilizadas 12.600 horas de assistência automatizadas, com mais de 121 mil ações realizadas, o equivalente a aproximadamente R$ 946 mil em ganhos operacionais.
Na área de Tecnologia, o uso de assistentes de código elevou em 30% a produtividade no desenvolvimento de software e trouxe mais eficiência para testes e correções, reduzindo retrabalho e acelerando entregas.
Para a Tecban, esses números representam um efeito colateral positivo de uma transformação mais ampla: o aumento da capacidade de execução com mais qualidade e previsibilidade.
Escala com inteligência e foco
Com a IA integrada à operação, áreas operacionais passaram a absorver maior volume de demandas sem aumento proporcional de esforço, mantendo níveis mais altos de consistência e previsibilidade.
Atividades como organização de informações, que geram dúvidas recorrentes, e acompanhamento de processos passaram a ser realizadas por agentes inteligentes, permitindo que as equipes direcionem seu tempo para análise, planejamento e tomada de decisão.
"A tecnologia amplia a capacidade das equipes sem aumentar a complexidade. Isso muda a escala do negócio e a forma como crescemos", diz Baumgartner.
Cultura e capacitação como base da transformação
A adoção da IA na Tecban foi acompanhada por um programa estruturado de capacitação, que já impactou mais de 1.500 colaboradores.
O objetivo é garantir que a tecnologia não seja apenas implementada, mas efetivamente incorporada à cultura e às rotinas da empresa. "Com a IA integrada à operação, as equipes ganharam mais foco, as fricções operacionais foram reduzidas e aumentou a previsibilidade da execução", reforça o executivo.
Próximos passos: mais autonomia para os agentes
A Tecban já possui um pipeline de novas iniciativas de IA, com foco em hiperautomação e expansão do uso de agentes inteligentes em processos mais complexos, incluindo suporte a operações de campo, como manutenção de ATMs.
A expectativa é evoluir de assistentes que apoiam tarefas para agentes que participam ativamente da execução e da tomada de decisão, sempre com supervisão humana.
"O futuro do trabalho não é humano versus máquina, mas humano com assistente inteligente. A IA precisa estar integrada à rotina para gerar impacto real, e é isso que estamos construindo na Tecban", conclui Baumgartner.













