No dia 26 de maio, entra em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que exige das empresas a inclusão dos riscos psicossociais na gestão de segurança e saúde ocupacional. Como explica o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), fatores psicossociais dizem respeito à forma como as atividades são planejadas, organizadas e executadas.
Quando esses fatores não são bem conduzidos no ambiente de trabalho, há prejuízos para a saúde mental, física e social dos empregados. Situações de risco incluem metas consideradas impossíveis de alcançar, carga excessiva de tarefas, funções repetitivas ou solitárias, assédio moral, entre outras, exemplifica o ministério.
De modo a facilitar o entendimento das mudanças, a pasta disponibilizou um guia informativo direcionado a empregados e trabalhadores. No entanto, em março, foi divulgado que 68% das empresas ainda não sabiam como cumprir as regras, segundo dado levantado pela consultoria de recursos humanos Heach e divulgado pela Exame.
Na avaliação de Karla Spadafora, gerente de produtos de saúde da SISQUAL® WFM, as alterações da NR-1 consolidam uma mudança de mentalidade no mundo do trabalho, saindo dos modelos reativos para gestões mais ativas, contínuas e baseadas nos riscos ocupacionais. A empresa na qual ela atua é especializada em soluções de gestão da força de trabalho.
"A atualização da NR-1 é um marco, pois exigirá integração entre as áreas atuantes, com uma visão mais sistêmica dos dados para as tomadas de decisões mais estratégicas e preventivas, o que ajudará na saúde dos colaboradores não só dentro das empresas, mas em suas vidas particulares e na sociedade", diz Spadafora.
A NR-1 está deixando claro que só identificar os riscos não será mais o suficiente; será preciso monitorar, revisar e agir continuamente, complementa a gerente. Como consequência, a gestão de riscos passará a ser cíclica, com rastreabilidade das ações e seus impactos.
A mudança ocorre em um momento no qual a preocupação com a saúde mental ganha força. Em 2025, o Brasil registrou quase meio milhão de afastamentos do trabalho por transtornos mentais, principalmente ansiedade e depressão, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) repercutidos pela Agência Brasil.
Spadafora menciona que erros comumente cometidos por empresas na gestão de jornada e riscos podem ir contra a NR-1. Além das situações exemplificadas pelo Ministério do Trabalho, ela também cita a construção de escalas mal dimensionadas, acarretando sobrecargas; falta de dados confiáveis, dificultando a rastreabilidade para as decisões; e o uso de controles manuais, o que diminui a confiabilidade dos registros.
"Nesse ponto, as soluções digitais de gerenciamento de força de trabalho ajudam a sair do ‘achismo’, garantindo visibilidade e confiabilidade. Elas também trazem alertas de risco, possibilidades de simulações de escalas e garantem decisões baseadas em evidências. É exatamente nisso que a SISQUAL® WFM atua, buscando transformar operações em inteligência estratégica", detalha a especialista.
Entre as soluções digitais mencionadas pela executiva estão ferramentas que fazem a geração automática de escalas, facilitam o controle de presenças, solicitações de férias e trocas de turno, utilizam dados preditivos para ajustar a equipe às demandas previstas e otimizam a distribuição de tarefas.
"O futuro do trabalho será orientado pela integração total das informações e dos dados, garantindo uma visão mais holística, assertiva e centrada nos resultados, em que o bem-estar dos colaboradores sustentará a continuidade, a segurança das entregas e a excelência das instituições", finaliza Spadafora.
Para saber mais, basta acessar o site da SISQUAL® WFM: https://www.sisqualwfm.com/pt-br/











