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Formada dentro de uma caldeira vulcânica há 80 milhões de anos, Poços de Caldas é o terceiro destino turístico mais procurado de Minas Gerais, segundo um levantamento da plataforma Booking feito em 2024. A previsão da prefeitura era receber quase 2 milhões de visitantes em 2025. Entre os atrativos da cidade estão águas termais, roteiros gastronômicos, rurais e de aventura.

Além de turistas em férias, é comum também ver pessoas que trabalham em regime remoto ou híbrido e aproveitam a flexibilidade da rotina para visitar a cidade, afirma Ricardo Aly. Ele é diretor da Rede Nacional Inn de Hotéis, que integra a unidade Euro Suites Poços de Caldas. "Tenho visto um movimento claro de profissionais buscando sair da rotina acelerada e encontrar lugares mais tranquilos para manter a produtividade com mais qualidade de vida. Me chama atenção como a lógica da viagem mudou. Aquela estadia rápida vem dando lugar a experiências mais flexíveis, em que o trabalho continua sendo prioridade, mas não é o único foco. A possibilidade de estender a permanência virou quase uma consequência natural", observa Aly.

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 7,9% dos trabalhadores atuam em regime remoto, o equivalente a 6,6 milhões de pessoas. O número vem caindo nos últimos anos, mas ainda se mantém acima dos níveis pré-pandemia: em 2019, por exemplo, era de 5,8%, segundo a Agência Brasil.

Existe até mesmo um termo em inglês usado para descrever períodos em que profissionais aproveitam os benefícios de viajar sem precisar tirar férias prolongadas ou se afastar de suas obrigações: workcations. A expressão é resultado da junção entre "work" ("trabalho", em inglês) e "vacations" (férias, também em inglês).

"Acredito que Poços se beneficia muito dessa tendência porque entrega exatamente o que o novo perfil de viajante procura: um ambiente seguro, organizado, com boa estrutura e um ritmo mais equilibrado, o que transforma a cidade em algo além de destino, quase como uma extensão da própria rotina", comenta Aly.

O diretor da Rede Nacional Inn de Hotéis afirma que, mesmo sendo uma cidade do interior, Poços de Caldas oferece conectividade de internet e serviços que permitem uma rotina profissional sem grandes obstáculos.

Ele classifica ainda o custo de vida como um diferencial importante, já que, em comparação às grandes capitais, o município tem preços mais vantajosos. Isso facilita a decisão por estadias mais longas ou visitas frequentes, pontua Aly.

"Diferente do turista tradicional, que costuma ficar poucos dias, o profissional em regime remoto ou híbrido tende a prolongar a estadia, muitas vezes por semanas. Com isso, o padrão de consumo também muda e não se limita à hospedagem. Esse público passa a utilizar restaurantes, comércio, serviços e experiências locais de forma mais constante, quase como um morador temporário", compara o executivo.

Pelo ponto de vista da economia, essa tendência ajuda hotéis, operadores de turismo e outros prestadores de serviços a reduzir a dependência da alta temporada e ganhar um fluxo mais estável de clientes ao longo do ano.

Aly diz perceber um alinhamento cada vez maior entre o poder público e o setor hoteleiro para posicionar Poços de Caldas como um destino preparado para o perfil de viajante que mistura trabalho e estadia prolongada.

Ele menciona iniciativas voltadas justamente para reduzir a sazonalidade, como a atuação conjunta entre o setor de turismo e entidades locais para atrair visitantes ao longo de todo o ano.

Além disso, investimentos em infraestrutura, segurança e modernização dos atrativos reforçam esse posicionamento, algo que se conecta diretamente com o fato de a cidade estar classificada na categoria A (a mais alta) do Mapa do Turismo Brasileiro, identifica o diretor da Rede Nacional Inn de Hotéis.

Outro ponto que, na visão de Aly, chama a atenção é que a estratégia vai além da atração em si e foca na permanência. Projetos como a concessão e melhoria de pontos turísticos e a valorização do turismo corporativo e de eventos mostram uma visão de longo prazo, avalia o executivo.

"Do lado dos hotéis, percebo um movimento de adaptação, como na melhoria da infraestrutura e na criação de ambientes mais versáteis, que atendam não só ao lazer, mas também à rotina de trabalho. Poços de Caldas tem uma oportunidade muito clara. Quando você reúne segurança, qualidade de vida, boa infraestrutura e custo equilibrado, o trabalho remoto deixa de ser apenas uma demanda e passa a ser uma estratégia real de crescimento para o destino", declara Aly.

Para saber mais, basta acessar: https://www.nacionalinn.com.br/hotel/euro-suite-pocos-de-caldas