A 6ª edição do Prêmio Educação para Gentileza e Generosidade (EGG) destacou três escolas vencedoras e reconheceu, novamente, sete projetos exemplares alinhados aos 7 Princípios EGG. O prêmio valoriza iniciativas que promovem mudanças na sociedade, estimulando colaboração e protagonismo.
A plataforma de inscrições teve mais de 7.500 acessos e foram recebidas 217 submissões ao prêmio, com 34 projetos elegíveis, dos quais 64,7% de instituições públicas. Pela primeira vez, as três primeiras colocações foram conquistadas exclusivamente por escolas públicas municipais e estaduais. O pódio é da Escola Estadual Gentil de Albuquerque Malta, de Mata Grande, um município com cerca de 22 mil habitantes no sertão de Alagoas. Como tendência de crescimento está a região Sul, que contribuiu com 11,8% das inscrições, mas conquistou 4 dos 7 destaques. O prêmio fortalece a implementação de políticas educacionais alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (Educação de Qualidade) da Organização das Nações Unidas (ONU).
Escolas vencedoras
1º Lugar: Escola Estadual Gentil de Albuquerque Malta (Mata Grande/AL): Projeto Protege Caatinga
Projeto protagonizado por estudantes do Ensino Médio para combater a desertificação, o desmatamento, as queimadas e o preconceito social que estigmatiza o bioma da Caatinga por meio de engajamento comunitário com debates, ações de reflorestamento, práticas sustentáveis e criação de produtos ecológicos.
2º Lugar: Escola Municipal José Gomes Vieira (Itabira/MG): Gentileza Transformando o Mundo
Realizado com estudantes da Educação de Tempo Integral em uma área periférica da cidade com alto índice de vulnerabilidade social, o projeto elegeu a gentileza como eixo pedagógico estruturante para combater desafios como comportamentos agressivos, violências diversas, dificuldades de aprendizagem e questões socioambientais.
3º Lugar: CEI Caminho do Futuro (São Paulo/SP): Boneca Viajante
Como parte do Currículo Antirracista e em resposta a questionamentos sobre o projeto Bonecas Erês Brincantes, as crianças do CEI e suas famílias deram novo sentido à atividade, desconstruindo estereótipos com versões mais inclusivas e representativas das bonecas, que viajaram junto com as crianças pela realidade da comunidade.
Destaques por princípio
Além das vencedoras, sete escolas foram reconhecidas por projetos que refletem os 7 Princípios EGG:
Gentileza: EMEF Padre João Schiavo (Caxias do Sul/RS): Acalma o Coração.
Generosidade: Instituto Dom Bosco (Campos dos Goytacazes, RJ): Gincana Solidária Salesiana.
Solidariedade: Espaço de Educação Infantil Chácara do Céu (Rio de Janeiro/RJ): Quiosque Solidário.
Sustentabilidade: EEBM Professora Noemi Vieira de Campos Schroeder (Pomerode/SC): Mar Limpo.
Diversidade: EM Antônio Andrade (Pinhais/PR): Inclusão pelo Idioma: Entre Pinos y Palavras.
Respeito: EE Prof. Domingos Cambiaghi (Franco da Rocha/SP): Colcha de Retalhos.
Cidadania: Colégio Madre Imilda (Caxias do Sul/RS): Ecoa — Ecologia em Ação.
Impacto e avaliação dos especialistas
A maior concentração de projetos recebidos está na região Sudeste (67,6%), seguida pela região Nordeste (17,6%), região Sul (11,8%) e região Centro-Oeste (2,9%). Quanto aos projetos vencedores, a edição de 2025 foi, historicamente, a mais geograficamente diversa em termos de perfil urbano: municípios de grande metrópole (São Paulo, Rio de Janeiro), periferia metropolitana (Pinhais, Franco da Rocha), interior (Itabira, Campos dos Goytacazes, Caxias do Sul) e pequeno porte rural (Mata Grande, Pomerode). Essa pluralidade potencializa a narrativa do prêmio e demonstra que a educação sociotransformadora pode florescer em todos os contextos: urbanos e rurais, centrais e periféricos, com recursos abundantes ou escassos.
Um dos indicadores mais reveladores do Prêmio EGG ao longo de suas seis edições é o retorno de escolas que já haviam sido premiadas, demonstrando o reconhecimento pela adoção continuada de uma cultura pedagógica sociotransformadora.
Para Marina Pechlivanis e Elpis Ziouva, do Movimento EGG, nesta edição "os projetos vencedores surpreenderam com soluções estratégicas e sistêmicas, mostrando que a constância e consistência fazem toda a diferença".
Na visão dos jurados, Camila Brasil (PUC-Campinas) destacou que "foi inspirador conhecer tantas iniciativas positivas desenvolvidas por escolas de diferentes regiões do Brasil e perceber o quanto existem educadores e estudantes engajados em construir práticas que realmente fazem a diferença". Para Débora Verdan (Escola Aberta do Terceiro Setor), "os projetos estão bem estruturados, com reflexão crítica da importância de cada um no território em que se encontram e, sobretudo, o protagonismo dos estudantes". João Paulo Vergueiro (Giving Tuesday) complementou: "As escolas brasileiras estão dando mais um exemplo ao mundo de como construir uma sociedade mais generosa". Quanto aos premiados, na visão de Rachel Añón (ponteAponte), "todos os participantes são vencedores, pois são aquilo que queremos ver de bom na sociedade". E mais, palavras de Jady Veríssimo (ativista): "Todos nós, enquanto sociedade, vencemos quando temos mais pessoas engajadas e reproduzindo estes 7 princípios que podem transformar a nação". Joel Scala (Observatório do Terceiro Setor) concluiu: "o prêmio é fundamental para formar novos cidadãos no nosso país. É um incentivo à cidadania e à defesa dos direitos humanos". Também participaram da avaliação Paulo Emílio Andrade, Heloísa Renata de Santana, Natalia Lanni, Amanda Malucelli e Paulo André Bione.
Sobre o prêmio
O Prêmio Educação para Gentileza e Generosidade reconhece iniciativas escolares que promovam os 7 Princípios EGG em instituições de ensino de todo o país. Podem participar escolas públicas e privadas da educação infantil ao ensino médio e técnico, incluindo EJA, com projetos desenvolvidos durante o ano letivo.
As informações sobre a 7ª edição, prevista para 2026, serão divulgadas em breve pela organização.











