O mercado de home equity no Brasil demonstra um crescimento consistente, sendo avaliado em US$ 820,4 milhões em 2024, com projeção de alcançar US$ 1,2 bilhão até 2032, segundo dados da Verified Market Research. A modalidade, também conhecida como empréstimo com garantia de imóvel, tem se consolidado como uma alternativa de crédito no cenário financeiro nacional.
O avanço é impulsionado pela digitalização dos serviços financeiros e pela atuação de plataformas digitais. Conforme apurado pelo mercado, o volume de crédito com garantia de imóvel facilitado por fintechs atingiu R$ 3,2 bilhões em 2022, representando um aumento de 78% em relação a 2020.
Mercado de home equity no Brasil projeta crescimento e ultrapassa US$ 820 milhões em 2024
A expansão do mercado de home equity no Brasil reflete uma mudança no comportamento dos consumidores em relação ao crédito. A modalidade tem atraído tanto pessoas físicas que buscam recursos para reformas ou quitação de dívidas, quanto pequenos e médios empresários que utilizam o patrimônio imobiliário como forma de obter capital de giro para seus negócios.
A digitalização dos serviços financeiros tem sido um dos principais fatores que facilitam o acesso a essa modalidade, permitindo que consumidores comparem ofertas de diferentes instituições de forma mais ágil e transparente.
A ascensão do bancário autônomo como catalisador do mercado
Outro fator que contribui para a expansão do acesso ao crédito é a consolidação do modelo de "bancário autônomo". Também conhecido como Personal Banker, este profissional atua de forma independente, sem vínculo empregatício exclusivo com um banco tradicional.
Ele utiliza plataformas de tecnologia para oferecer produtos de múltiplas instituições, conforme descreve José Santos, ex-bancário com mais de 30 anos de experiência em instituições como Itaú, Pan e Sicredi. Empresas como Credicto, Franq e Teddy, por exemplo, fornecem a infraestrutura para que esses profissionais possam distribuir produtos financeiros, incluindo o home equity. Ao atuarem como consultores, eles auxiliam os clientes a navegar pelas opções de crédito, ampliando o alcance da modalidade para além dos canais bancários convencionais.
Plataformas digitais otimizam a jornada do crédito
A complexidade do mercado de crédito com garantia de imóvel reside, em parte, na diversidade de políticas entre as instituições financeiras. Critérios como a localização do imóvel, a averbação da construção e o tipo de bem aceito como garantia variam significativamente entre os credores.
Plataformas online, como a Empréstimos e Financiamentos, atuam como intermediárias, utilizando tecnologia para analisar o perfil do cliente e as características do imóvel e direcioná-lo às instituições cujas políticas são compatíveis com a sua necessidade. Essa abordagem reduz o tempo gasto em solicitações com baixa probabilidade de aprovação.
"A tecnologia permite cruzar informações de forma eficiente. Um imóvel sem averbação, por exemplo, que poderia ser um impeditivo em grandes bancos, pode ser aceito por outras instituições financeiras presentes no ecossistema digital", afirma Daniel Toledo Piza, head de crédito da Empréstimos e Financiamentos. "O objetivo é apresentar ao consumidor as opções viáveis de forma transparente", completa.
O papel do Open Finance na democratização do crédito
A implementação do Open Finance no Brasil também contribui para o fortalecimento do setor. A iniciativa, regulada pelo Banco Central, permite o compartilhamento de dados financeiros mediante autorização do cliente, o que aumenta a competitividade e permite que instituições de diferentes portes acessem informações para criar ofertas de crédito mais personalizadas.
Esse cenário favorece o modelo de "multibanco", no qual o consumidor não fica restrito a uma única instituição financeira. Com acesso a um leque maior de credores, desde bancos tradicionais a fintechs, a tendência é que o cliente encontre condições mais adequadas ao seu perfil, o que estimula a concorrência e a inovação no mercado de crédito brasileiro.












