O mercado de e-commerce brasileiro continua em expansão acelerada, apresentando-se como alternativa estratégica para indústrias alimentícias que buscam diversificar canais de vendas e alcançar novos públicos. De acordo com dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas on-line no país cresceram 10,5% em 2024, em comparação ao ano anterior. O setor faturou R$ 204,3 bilhões, impulsionado pela expansão do comércio online no país. Foram registrados 414,9 milhões de pedidos, com um ticket médio de R$ 492,40, e o número de compradores online atingiu 91,3 milhões. Com esse cenário projetando um faturamento superior a R$ 234 bilhões em 2025, o comércio digital consolida-se como pilar de crescimento para negócios de todos os portes e segmentos.
A Temperatta, indústria mineira de temperos e condimentos, é exemplo dessa tendência ao anunciar investimentos no cenário digital para 2026. Ao longo de 2025, a empresa desenvolveu estratégias focadas no crescimento das vendas online tanto no modelo B2B — direcionado ao pequeno, médio e grande varejista — quanto no B2C, com vendas diretas para o consumidor final. Além de fortalecer a presença em grandes marketplaces, a marca planejou para 2026 um aporte mensal de investimento no seu comércio online.
Foco em novos canais
"Nosso perfil comercial sempre foi muito focado no B2B com grandes varejistas. Foi um movimento contrário ao da maioria de indústrias alimentícias, que começam com pequenos e médios e evoluem para os grandes. Nós começamos com as grandes redes, nos consolidamos e, hoje, vemos a necessidade de investir mais nos pequenos e médios, além do B2C. E as vendas digitais se apresentam como o melhor caminho para nos aproximarmos desses públicos", explica Fernando Hott, CEO da Temperatta.
Segundo Hott, o e-commerce representa uma oportunidade estratégica para alcançar o varejo rápido e dinâmico, especialmente em municípios menores e regiões do interior brasileiro que estão fora dos grandes centros urbanos. "O e-commerce representa uma oportunidade de alavancar canais de vendas que representam o varejo rápido, dinâmico, mais econômico, versátil e bem-aceitos por pequenos e médios varejistas do interior do Brasil, em municípios menores, que estão fora dos grandes centros urbanos e à margem das cidades-polo de Minas e outros estados brasileiros. Eles se apresentam como oportunidades para alavancar negócios, fidelizar novos clientes e expandir a marca no Brasil", afirma o executivo.
Estratégia multicanal
No modelo B2C, a empresa identificou uma lacuna importante a ser preenchida. "Percebemos que o B2C estava muito desguarnecido por conta dos canais de venda da marca serem muito voltados para o atacado. Disponibilizar produtos em grandes marketplaces gera uma aproximação da marca com o consumidor final", destaca Hott.
Para o executivo, é um consenso no mercado que a evolução do e-commerce B2B no Brasil vem acompanhada por uma profissionalização das plataformas, que passam a simular a facilidade e a fluidez da compra B2C, com catálogos completos, condições comerciais personalizadas e processos de pedido mais ágeis. "No ambiente B2C, por sua vez, a experiência do usuário é cada vez mais central, com jornadas de compra otimizadas, uso intensivo de meios de pagamento digitais, como PIX e cartão de crédito, e forte integração entre canais físicos e online em estratégias omnichannel", pontua o CEO da Temperatta.
As estratégias desenvolvidas ao longo de 2025 pela Temperatta incluíram produção de conteúdo, tráfego pago e fortalecimento da presença da marca em mídias sociais, com o objetivo de qualificar melhor os canais digitais como agentes de vendas. "A partir de janeiro de 2026, o site da Temperatta estará pronto e qualificado para as vendas online de todas as nossas linhas de produtos e itens do nosso portfólio. O objetivo é oferecer um canal de vendas online seguro, prático, rápido, dinâmico e com condições e valores diferenciados para nossos públicos que optarem por nosso e-commerce próprio", conclui o CEO.














