Episódios pontuais de dificuldade para obter ou manter a ereção, queda passageira do desejo sexual ou uma ejaculação mais rápida do que o habitual costumam ser atribuídos ao cansaço, ao estresse ou ao consumo de álcool. Quando essas alterações se repetem e comprometem a vida sexual do paciente, a recomendação médica muda: passa a ser necessário investigar a causa. Um levantamento do Portal da Urologia mostra que 59% dos homens afirmam já ter enfrentado algum grau de dificuldade de ereção ao longo da vida.
De acordo com o Dr. João Pedro Dourado, responsável pela unidade da Total Homem em Goiânia, a disfunção erétil recorrente também pode atuar como um sinal de alerta para outras condições. "A disfunção erétil também pode funcionar como marcador de risco cardiovascular, especialmente na presença de diabetes, hipertensão, obesidade ou alterações do colesterol", afirma.
Na sua avaliação, a redução das ereções espontâneas ou matinais integra os critérios observados na investigação de deficiência de testosterona, sobretudo quando vem acompanhada de queda de libido ou indisposição.
Sinais que diferenciam desejo e resposta física
O Dr. João Pedro Dourado informa que desejo sexual e capacidade de ereção envolvem mecanismos distintos do organismo e, por isso, merecem avaliações diferentes. A libido é descrita pelo médico como o apetite sexual, impulso regulado principalmente por hormônios como a testosterona, pelo estado emocional e pelo bem-estar geral, podendo ser reduzida por quadros hormonais, psicológicos ou efeito colateral de medicamentos, como antidepressivos.
Já a disfunção erétil, conforme explica, ocorre quando a vontade permanece presente, mas o corpo não responde fisicamente à estimulação. "O pênis precisa de um fluxo sanguíneo intenso para a ereção. Doenças como pressão alta, diabetes, colesterol alto e problemas cardíacos danificam os vasos sanguíneos e bloqueiam esse processo", diz. Fatores neurológicos, psicológicos, como a ansiedade de desempenho, e hábitos como tabagismo pesado e alcoolismo crônico também estão entre as causas apontadas por ele.
Ejaculação precoce envolve fatores físicos e emocionais
Outro sinal citado pelo médico é a perda repentina do controle ejaculatório em um paciente que antes não apresentava a queixa. Na percepção do Dr. João Pedro Dourado, quando o homem ejacula antes do desejado, muitas vezes com estímulo mínimo, e essa mudança gera frustração ou sofrimento para o casal, a condição se enquadra como ejaculação precoce. Ele destaca que o quadro não deve ser reduzido a uma questão de vontade ou de ordem puramente psicológica.
"A medicina moderna mostra que a condição envolve uma mistura de fatores físicos e emocionais", frisa ele, mencionando alterações químicas cerebrais ligadas à serotonina, hipersensibilidade em terminações nervosas genitais, ansiedade de desempenho e estresse do cotidiano entre os elementos que podem influenciar o tempo ejaculatório. Uma pesquisa do Datafolha já havia identificado que 38% dos internautas brasileiros relataram algum grau de disfunção erétil em um período de dois anos.
O médico também elenca alterações que costumam passar despercebidas, como a demora excessiva para ejacular, recorrente após o início de determinados medicamentos, e o surgimento de dor, curvatura ou nódulo no pênis, que pode indicar a doença de Peyronie. "Não é necessário esperar o problema ficar grave. Uma mudança persistente em relação ao padrão habitual do homem já deve ser investigada", completa.
Como funciona a investigação diagnóstica
Segundo o Dr. João Pedro Dourado, o atendimento na unidade goianiense da Total Homem começa por triagem conduzida por enfermeiro em cabine privativa, seguida de consulta médica com anamnese e exame físico. "Na consulta, é realizada uma anamnese completa, exame físico e exames para diagnóstico no consultório, como ultrassonografia com Doppler de artéria peniana e bioestesiômetro. Se necessário, são solicitados exames laboratoriais específicos para cada paciente", detalha o médico.
A busca tardia por avaliação especializada ainda é um obstáculo na saúde masculina. Levantamento repercutido pelo g1 apontou que 46% dos homens acima de 40 anos só procuram atendimento médico quando já sentem algum sintoma, comportamento que também aparece entre pacientes com queixas sexuais.
O Dr. João Pedro Dourado sustenta que a discrição do ambiente e a presença de uma equipe majoritariamente masculina em contato direto com os pacientes ajudam a reduzir o constrangimento associado ao tema. "Às vezes esse paciente se sente mais seguro em contar episódios que não contaria de forma alguma para uma mulher", relata.
Quanto às possibilidades terapêuticas, o médico comenta que o tratamento varia conforme o quadro clínico de cada paciente. "Temos uma vasta opção de tratamento, tanto por via oral como por via intracavernosa, associada a mecanismos e terapias com equipamentos de última geração para melhorar ainda mais a vascularização", assinala.
A investigação de queixas sexuais masculinas, segundo o médico, tende a ir além do sintoma isolado e costuma abrir espaço para uma avaliação mais ampla da saúde do paciente, já que boa parte do público masculino não mantém a rotina de consultas preventivas comum entre as mulheres. Um estudo publicado na Revista da Associação Médica Brasileira sobre a vida sexual do brasileiro reforça que alterações na função sexual estão entre as queixas mais subnotificadas pelos homens, o que amplia a importância de orientação médica diante dos primeiros sinais persistentes.
Para mais informações, basta acessar: https://totalhomemgoiania.com.br/
