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Catarata segue como principal causa de cegueira reversível

Catarata segue como principal causa de cegueira reversível
Catarata segue como principal causa de cegueira reversível

A catarata continua sendo apontada como a principal causa de cegueira reversível em todo o mundo, mesmo diante da existência de um procedimento cirúrgico consolidado e considerado seguro pela comunidade médica. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição afeta cerca de 94 milhões de pessoas globalmente e é responsável por parcela relevante dos casos de perda de visão que poderiam ser evitados com acesso adequado a diagnóstico e tratamento.

O cenário se soma a um contexto mais amplo de deficiência visual não tratada. Reportagem da BBC News Brasil aponta que a cegueira afeta 39 milhões de pessoas no mundo. A própria OMS estima que uma em cada duas pessoas que precisam de cirurgia de catarata não consegue realizá-la.

Para o oftalmologista Diego Vásquez, do Visare Hospital de Olhos, a persistência da catarata como principal causa de cegueira evitável está diretamente ligada a barreiras de acesso, e não à ausência de solução médica. “Embora exista um tratamento cirúrgico eficaz, muitas pessoas ainda enfrentam dificuldades para ter acesso ao diagnóstico e à cirurgia. Entre os principais motivos estão a falta de recursos financeiros, a pouca informação sobre o tratamento, o medo da cirurgia e a distância de centros que possuem profissionais e equipamentos especializados”, explica.

Sinais que pedem atenção

De acordo com o especialista, o reconhecimento precoce dos sintomas é um dos fatores que mais influenciam o resultado do tratamento. “Os primeiros sinais podem incluir embaçamento da visão, perda da sensibilidade às cores, aumento da sensibilidade à luz, dificuldade para enxergar à noite e necessidade de trocar os óculos com frequência”, descreve Vásquez.

Mesmo com sintomas presentes, uma parcela significativa dos pacientes adia a busca por atendimento especializado. De acordo com o médico, esse comportamento tem raízes multifatoriais. “Alguns pacientes demoram para procurar ajuda por medo da cirurgia, dificuldades financeiras ou falta de informação. Muitas pessoas não sabem que a catarata pode ser tratada cirurgicamente. Além disso, quem mora longe dos grandes centros pode ter dificuldade para encontrar atendimento e equipamentos especializados”, pontua.

Grupos com maior risco de desenvolver a doença

O envelhecimento natural do cristalino segue como o principal fator associado ao surgimento da catarata, mas não é o único elemento observado pela oftalmologia. “A catarata é mais comum em pessoas com mais de 55 ou 60 anos, principalmente devido ao envelhecimento natural do cristalino. O risco também pode ser maior em pessoas com diabetes ou que utilizam corticoides com frequência para tratar alergias e doenças inflamatórias”, detalha o oftalmologista do Visare Hospital de Olhos.

O especialista acrescenta que a exposição prolongada à radiação ultravioleta também figura entre os fatores de risco relevantes. “Pessoas expostas de forma intensa e prolongada à luz solar ou aos raios ultravioleta também apresentam maior risco. Em alguns casos, recém-nascidos podem desenvolver catarata congênita em decorrência de determinadas doenças ou infecções durante a gestação”, afirma.

Impacto do diagnóstico e do tratamento na rotina do paciente

Quando a cirurgia é realizada dentro do momento indicado, os efeitos sobre a rotina do paciente costumam ser expressivos, frisa o oftalmologista. “Após a cirurgia, o paciente pode voltar a enxergar as imagens com mais nitidez e perceber melhor as cores. Especialmente entre os idosos, a melhora da visão pode proporcionar mais segurança, independência e qualidade de vida, facilitando as atividades diárias e a convivência com outras pessoas”, avalia Vásquez.

O médico ressalta ainda que o benefício vai além da percepção visual imediata. “Pacientes que utilizam óculos com graus elevados também podem apresentar uma redução significativa do grau depois da cirurgia. Em geral, a melhora da visão causa um impacto muito positivo na vida do paciente”, informa.

O panorama traçado pelos dados globais e pela avaliação do especialista reforça que a catarata, apesar de continuar entre as principais responsáveis por casos de cegueira no mundo, tem nas barreiras de acesso, e não na falta de tratamento, seu principal obstáculo. “A ampliação da informação sobre sintomas, grupos de risco e possibilidades de tratamento surge como caminho para reduzir o impacto da doença na saúde ocular da população”, conclui.

Para mais informações, basta acessar: https://visarehospitaldeolhos.com.br

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