Início Notícias Corporativas UNI FY inicia piloto do Pix Consignado em outubro

UNI FY inicia piloto do Pix Consignado em outubro

UNI FY inicia piloto do Pix Consignado em outubro
UNI FY inicia piloto do Pix Consignado em outubro

A UNI FY inicia em 2 de outubro de 2026 o piloto do Pix Consignado, solução que conecta margem consignável, folha de pagamento e pagamentos instantâneos em um único percurso digital. A operação começa em formato controlado, restrita aos públicos elegíveis dentro dos convênios e órgãos parceiros já integrados à plataforma, e concentra em aplicativo as etapas de simulação, contratação, uso e acompanhamento do limite. A proposta é permitir que o servidor público acione a margem disponível conforme a necessidade do dia a dia, sem contrato novo a cada operação.

O lançamento ocorre em um ambiente de crédito encarecido para as famílias brasileiras. Segundo a nota de estatísticas monetárias do Banco Central, a taxa média de juros do crédito livre às pessoas físicas alcançou 63% ao ano em abril de 2026, com elevação de 5 pontos percentuais em doze meses, enquanto a inadimplência do segmento chegou a 7,2% da carteira. O endividamento das famílias somou 49,8% em março, e o comprometimento de renda ficou em 29,3%. O desconto direto em folha aparece nesse quadro como a modalidade de menor risco para quem empresta e, por consequência, de custo mais contido para quem toma.

Rodrigo Drummond, fundador e CFO da UNI FY, afirma que a etapa inicial serve para validar a integração entre crédito, Pix e folha de pagamento em uma experiência única, antes de qualquer ampliação de escala. "Começamos por uma operação controlada para assegurar que a tecnologia e a usabilidade (UX) funcionem sem fricções, garantindo total conformidade e eficiência na averbação antes de escalarmos nossos investimentos em marketing e aquisição", detalha.

O que estará disponível na primeira versão

De acordo com o executivo, o usuário encontrará, no dia 2 de outubro, as seguintes etapas:

  • Simulação: escolha do valor com informação sobre condições, encargos e Custo Efetivo Total (CET) antes da decisão de contratar;
  • Validação: identificação do cliente (KYC), biometria antifraude e checagem instantânea da margem consignável;
  • Contratação e uso: aceite digital e liberação do limite para pagar contas, transferir a terceiros ou realizar compras via Pix;
  • Acompanhamento: gestão das parcelas e do histórico de descontos dentro do próprio aplicativo.

Ficam para um segundo momento as integrações em modelos White Label e Consignado as a Service (CaaS), quando a infraestrutura da companhia passa a ser embarcada nos canais e marcas de parceiros B2B do ecossistema financeiro, conforme o porta-voz.

A operação controlada também dialoga com a revisão das regras de consignação no setor público. Desde 14 de abril de 2026, a Portaria MGI nº 984/2026 estabelece critérios mais rígidos de contratação, autorização e contestação de descontos em folha no Executivo federal, com foco em prevenção a fraudes e transparência. O ambiente regulatório eleva a exigência técnica sobre averbação e consentimento, dois pontos que a empresa pretende medir durante o teste.

O acompanhamento dos primeiros usuários será orientado por dados de uso. A companhia monitorará o funil de conversão, do primeiro toque na simulação até a efetivação do Pix, e a forma como o limite é distribuído entre pagamentos, saques e transferências na rotina financeira. O mapeamento das taxas de abandono em cada tela alimentará as ferramentas de automação de relacionamento. Caso apareça atrito na compreensão das regras ou na aprovação biométrica, a empresa prevê ajustes de interface e de comunicação antes das campanhas de maior alcance.

Divisão de papéis entre os parceiros

Drummond explica que o desenho do projeto distribui responsabilidades entre três frentes:

  • AG Taxtech, do Grupo AG Capital: atua na ponta do empregador, com tecnologia proprietária que identifica ativos ocultos e valida créditos tributários na folha de pagamento das empresas, com efeito sobre o fluxo de caixa do contratante;
  • BANUX Saxxes: na condição de instituição financeira parceira, viabiliza as atividades reguladas para oferta de crédito a empresas e empregadores, incluindo linhas corporativas;
  • UNI FY: responde pela tecnologia voltada ao colaborador, com a oferta do Pix Consignado e da antecipação salarial dentro do aplicativo.

A entrega, segundo o CFO, combina saúde financeira e fluxo de caixa para o empregador com acesso a crédito, flexibilidade e poder de compra para o trabalhador, em uma arquitetura que vai além do aplicativo isolado.

A decisão sobre a ampliação da operação dependerá de indicadores de eficiência, entre eles a relação entre o custo de aquisição de clientes e o engajamento recorrente observado no produto. Com a tecnologia antifraude e as integrações de folha estabilizadas, a empresa indica que o próximo gatilho será a velocidade de ativação de parceiros comerciais e correspondentes bancários.

"Nosso alvo estratégico de expansão é capturar a demanda dos 80,3 milhões de brasileiros elegíveis ao crédito em folha no país, transformando definitivamente a lógica engessada da margem consignável em uma linha digital permanente, flexível e integrada à vida financeira das pessoas", revela Drummond.

O piloto também servirá de termômetro para a tese de eficiência defendida pela companhia, que informa operar o Pix Consignado com custo operacional cerca de 60% inferior ao do consignado tradicional. O resultado desse período determinará o ritmo de abertura para novos convênios e a sequência de funcionalidades do aplicativo.

"O início do piloto representa um passo importante para validarmos, na prática, uma nova experiência de crédito consignado. Queremos construir uma jornada mais simples, digital e transparente para o servidor, acompanhando os primeiros atendimentos e aprimorando cada etapa antes de ampliar a operação", salienta o fundador e CFO da UNI FY.

Para mais informações, basta acessar: https://meuunify.com.br

Sair da versão mobile