O mercado brasileiro de condomínios logísticos de alto padrão encerrou o primeiro semestre de 2026 com taxa de vacância nacional de 5,5%, a menor registrada na série histórica, de acordo com relatório divulgado pela consultoria JLL em julho de 2026. O indicador reflete a combinação de escassez de novas áreas, alta ocupação dos empreendimentos existentes e a expansão acelerada do comércio eletrônico.
No mesmo período, a absorção líquida somou 2,1 milhões de metros quadrados, enquanto a absorção bruta atingiu 2,8 milhões de metros quadrados, correspondendo a 68% e 60% do volume total registrado em 2025, ano que até então apresentava o melhor desempenho da série. O estoque total do setor alcançou 39,2 milhões de metros quadrados distribuídos em 264 edifícios, com preço médio pedido de R$ 30,4 por metro quadrado ao mês, alta de 2,2% em relação ao ano anterior, enquanto em São Paulo, o valor médio chega a R$ 33,8.
O comércio eletrônico permanece como principal motor de ocupação. O levantamento da JLL indica que o Mercado Livre respondeu por 23% das absorções no semestre, enquanto a Shopee representou 10%. Juntas, as duas empresas já pré‑locaram 1,1 milhão de metros quadrados para o segundo semestre de 2026. Fora dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, varejo e comércio eletrônico concentraram 49% da absorção bruta do trimestre.
A restrição de oferta e a necessidade de ampliar a capacidade operacional têm intensificado o debate sobre o aproveitamento das áreas já contratadas. Nesse contexto, a intralogística – conjunto de processos que regulam o fluxo interno de materiais – ganha relevância, exigindo decisões sobre layout, densidade de armazenagem, deslocamentos internos e especificação de equipamentos.
Jhonatas Felipe, CEO da RRJ Rodas e Rodízios, empresa especializada em importação e distribuição de rodas e rodízios industriais, destaca que operações com maior intensidade de movimentação podem demandar revisão dos critérios de especificação dos equipamentos móveis. Segundo o executivo, a empresa avalia cinco critérios: diâmetro da roda, tipo de rolamento, composto da banda de rodagem, condição do piso e alinhamento do conjunto. "Em operações que aumentam a densidade de armazenagem, o mesmo equipamento pode percorrer mais metros por turno e realizar mais mudanças de direção. Nesses casos, o desgaste tende a relacionar-se mais com o número de ciclos do que com o tempo de uso", afirma.
Felipe acrescenta que cada critério influencia o esforço necessário para iniciar e manter o deslocamento. "Rodas de diâmetro maior e rolamentos de precisão tendem a reduzir a resistência ao início do movimento. Compostos mais rígidos costumam apresentar menor resistência ao rolamento em pisos regulares, enquanto compostos mais macios absorvem irregularidades e reduzem a vibração", explica. O estado de conservação também impacta o desempenho: "Componentes desgastados ou desalinhados elevam o esforço exigido para a mesma tarefa, e essa alteração costuma ser percebida depois que o dano já ocorreu", conclui.
Com a vacância em nível histórico mínimo e a entrada de novas áreas condicionada a prazos longos, a otimização dos fluxos internos e o planejamento de layout permanecem como prioridades estratégicas para a expansão das operações logísticas no país.
Informações técnicas sobre modelos de rodas e rodízios por linha de aplicação estão disponíveis no catálogo digital da empresa: https://www.rodiziosrrj.com.br/pagina/catalogo-digital.html.
