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IA altera busca online e amplia debate sobre GEO

IA altera busca online e amplia debate sobre GEO
IA altera busca online e amplia debate sobre GEO

A inteligência artificial generativa alterou a forma como informações são acessadas em mecanismos de busca e ampliou o debate sobre o Generative Engine Optimization, conhecido pela sigla GEO. Em relatório divulgado em fevereiro de 2024, o Gartner projetava que o volume de buscas em mecanismos tradicionais poderia cair 25% até 2026, em razão de uma possível migração de parte das consultas para chatbots e assistentes virtuais.

A previsão passou a ser associada às discussões sobre tráfego orgânico, comportamento dos usuários e presença de conteúdos em respostas geradas por sistemas de IA.

Dados publicados pelo Pew Research Center em julho de 2025 também indicam alterações no comportamento de navegação. Em uma análise realizada com buscas feitas no Google em março daquele ano, usuários que visualizaram resumos gerados por IA clicaram em links tradicionais em 8% das visitas, enquanto aqueles que não visualizaram esse tipo de resumo clicaram em resultados de busca em 15% das visitas.

O levantamento analisou 68.879 pesquisas únicas feitas no Google por mais de 900 adultos nos Estados Unidos. O estudo aponta que os resumos de IA apareceram em 18% das buscas analisadas e que, quando o recurso era exibido, apenas 1% dos usuários clicava em links citados no próprio resumo.

Embora o levantamento tenha sido realizado nos Estados Unidos, os dados são citados no debate internacional sobre o impacto dos resumos de IA no tráfego de busca.

Esse cenário amplia ainda mais a discussão sobre o GEO. O termo foi apresentado no artigo acadêmico "GEO: Generative Engine Optimization", publicado em novembro de 2023, para descrever práticas voltadas à presença de conteúdos em respostas geradas por mecanismos generativos. O estudo diferencia esse campo do SEO tradicional, voltado ao ranqueamento em listas de links.

No Brasil, levantamento interno realizado pela Agência Bloomin em maio de 2026, com empresas atendidas pela agência, aponta percepções iniciais sobre o uso de IA em buscas.

A amostra reuniu 18 respondentes de segmentos como indústria, saúde e bem-estar, metalurgia, casa e decoração, embalagens, reforma e construção, alimentos, construção civil e arquitetura.

De acordo com os dados obtidos, 38,9% das empresas participantes já utilizam ferramentas de inteligência artificial em suas rotinas, sendo 16,7% de forma frequente e 22,2% ainda em fase de testes e exploração.

Outros 38,9% afirmam que pretendem começar a usar essas ferramentas em breve, enquanto 22,2% dizem não utilizar IA nem ter planos de adoção no momento.

Entre as finalidades citadas, criação de conteúdo e redação aparecem como o uso mais recorrente, com 27,8% das respostas. O levantamento também registra menções à análise de dados e relatórios, automação de processos internos, consultas gerais e produção de textos. Ao mesmo tempo, 55,6% dos respondentes informaram não utilizar IA no momento.

A percepção sobre o comportamento do público é mais ampla do que a adoção interna das ferramentas. Segundo a pesquisa, 22,2% das empresas acreditam que clientes ou públicos-alvo já utilizam IA para pesquisar empresas, produtos ou serviços do segmento, enquanto 72,2% avaliam que uma pequena parcela já utiliza esse tipo de ferramenta. Apenas 5,6% afirmam que o público ainda prefere buscas tradicionais.

O levantamento também mostra que a presença em respostas geradas por IA ainda é pouco monitorada. Entre os respondentes, 22,2% afirmam já ter encontrado a própria empresa citada em respostas de sistemas generativos, enquanto outros 22,2% dizem ter identificado concorrentes. Outros 38,9% nunca encontraram empresas do setor nesse tipo de resultado, e 16,7% não realizaram testes para verificar essa presença.

Para empresas, veículos de imprensa e produtores de conteúdo, as mudanças na busca online ampliam a atenção sobre critérios de confiabilidade, estruturação e atualização das informações publicadas.

Embora o GEO ainda esteja em consolidação como disciplina, os dados disponíveis indicam que a visibilidade digital pode ser influenciada não apenas pelo ranqueamento em buscadores, mas também pela forma como conteúdos são interpretados e citados por sistemas generativos.

Mais informações disponíveis em https://www.bloomin.com.br/blog/.

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