Início Notícias Corporativas Retrofit exige maquinário adequado para demolição seletiva

Retrofit exige maquinário adequado para demolição seletiva

Retrofit exige maquinário adequado para demolição seletiva
Retrofit exige maquinário adequado para demolição seletiva

Retrofit é um processo de modernização e readequação de edificações existentes que, ao preservar a estrutura e as características arquitetônicas originais do imóvel, atualiza sistemas elétricos, hidráulicos e de climatização para os padrões contemporâneos. No entanto, o método apresenta um desafio técnico: remover o que não será reaproveitado sem abalar a estrutura da edificação. Com a consolidação do trabalho híbrido e a valorização da mobilidade urbana, tem-se adotado o retrofit como modo de revitalizar áreas centrais das cidades brasileiras. A técnica reduz à metade as emissões de gases de efeito estufa geradas durante a obra e diminui em até 80% o uso de materiais, se comparado a uma construção iniciada do 0, o que a posiciona como uma alternativa sustentável.

Em São Paulo, a requalificação de edifícios antigos e a conversão de imóveis comerciais em residenciais impulsionaram uma valorização de 67,4% no metro quadrado do Centro entre 2021 e 2026. O movimento ganhou respaldo institucional com o Programa Requalifica Centro (Lei 17.577/21), que oferece incentivos fiscais como isenção de IPTU, redução de ISS e isenção de ITBI para estimular o retrofit de edificações construídas até 1992 em um perímetro de 6,4 km² da região central.

Nesse sentido, o que difere a demolição em obras retrofit da demolição convencional é o fato de que, na primeira, o objetivo é preservar a estrutura, enquanto na segunda toda a construção é arrasada. A demolição parcial de paredes internas e lajes aumenta o risco de colapso. Cada intervenção é cuidadosamente pensada a fim de que pilares, vigas e os demais componentes que sustentam o edifício não sejam comprometidos. Esse tipo de demolição tem como foco a gestão de risco durante o desmonte. Em casos que esquadrias e pisos são reaproveitados, o trabalho exige uma precisão ainda maior.

Nesse contexto, Mateus K. Leite, engenheiro mecânico da Bristol, explica que, com a técnica e os equipamentos corretos, o trabalho torna-se eficiente. "A demolição seletiva exige um equilíbrio muito grande entre produtividade, precisão e preservação das estruturas remanescentes. Para a remoção parcial de paredes internas, vigas secundárias e trechos de lajes, os equipamentos mais indicados são os rompedores hidráulicos instalados em miniescavadeiras ou minicarregadores. Eles permitem concentrar a energia exatamente na área de intervenção, reduzindo a propagação de esforços para as estruturas adjacentes. Em muitos casos, também é recomendada a execução prévia de cortes de alívio para limitar ainda mais a transmissão de vibrações."

O engenheiro também esclarece que, comparado aos métodos manuais, o rompedor hidráulico oferece uma combinação superior de produtividade, controle e segurança. Quanto a espaços confinados, tais quais pavimentos internos de edifícios em retrofit, a utilização de minimáquinas equipadas com rompedor possibilita a execução do trabalho com precisão, reduzindo o esforço físico e o tempo de trabalho.

"Quando o acesso de máquinas é inviável, como em subsolos muito estreitos ou pavimentos sem possibilidade de içamento de equipamentos, o uso de implementos acionados por motosserra pode ser uma alternativa interessante para cortes controlados em elementos estruturais secundários ou componentes específicos. Nesses casos, o corte mecânico gera menos vibração do que a técnica de rompimento por impacto, oferecendo maior controle sobre a intervenção."

Mesmo com planejamento e utilizando o material correto, a atividade não é completamente isenta de riscos. "Existe, sim, risco de danos a esquadrias, revestimentos e pisos que serão preservados caso a operação seja executada sem planejamento adequado. A mitigação desse risco passa pela utilização da ferramenta correta, redução da energia de impacto quando possível, isolamento da área de trabalho, instalação de proteções físicas e adoção de sequências de demolição que direcionem as tensões para longe dos elementos a serem reaproveitados."

Com incentivos públicos, valorização imobiliária expressiva e uma demanda crescente por requalificação urbana, o retrofit vem crescendo nas capitais brasileiras, apresentando-se como um movimento relevante da construção civil. Para que ele se sustente, porém, como o especialista apresenta, é preciso que cada etapa seja executada com o mesmo rigor com o qual o projeto foi concebido, sendo os equipamentos adequados um fator central. A Bristol, indústria brasileira de perfuratrizes, brocas, rompedores e implementos para motosserra, desenvolve e fornece soluções para os setores de construção civil, infraestrutura e manutenção, com portfólio destinado exatamente a esse tipo de demanda: atividades de perfuração, corte e demolição que exigem controle e segurança.

Para mais informações, basta acessar: https://www.bristol.ind.br/

Sair da versão mobile