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Novos recursos da medicina estética tratam flacidez cutânea

Novos recursos da medicina estética tratam flacidez cutânea
Novos recursos da medicina estética tratam flacidez cutânea

O envelhecimento da pele é um processo natural que leva ao surgimento de rugas, sulcos e linhas de expressão, associado à perda de estrutura, hidratação e firmeza ao longo do tempo. O fenômeno resulta da combinação de fatores internos, como alterações genéticas, hormonais e do metabolismo, e externos, como exposição ao sol, poluição e substâncias químicas.

Conforme apontado por um estudo publicado pela National Library of Medicine, a flacidez da pele é resultado da perda de sustentação, causada pela desorganização do colágeno — proteína que representa mais de 80% da estrutura da pele e é responsável pela firmeza —, com aumento da degradação e redução da reposição. O processo também envolve alterações nas fibras da pele e acúmulo de material anormal em suas camadas.

A Dra. Andrea Lucas, médica com pós-graduação em dermatologia e medicina estética e fundadora do Instituto da Flacidez (São Paulo – SP), reforça que a redução da produção de colágeno está diretamente relacionada à perda de firmeza da pele e que a derme também se torna mais fina, contribuindo para o aspecto envelhecido da região.

"Muitas ações acontecem no metabolismo e diretamente na pele quando há flacidez, mas entre as mais relevantes está a diminuição da produção de elastina. As células responsáveis, os fibroblastos, reduzem essa produção e, dessa forma, a pele vai perdendo a elasticidade dada pela elastina", complementa a médica.

Ela acrescenta que a flacidez também pode surgir após processos de emagrecimento, já que a pele pode perder a capacidade de retornar ao estado original após ser excessivamente esticada. "Como uma lycra, quando está nova, se esticada, ela consegue voltar ao normal, mas, depois de alguns anos, já perde a sua elasticidade. Por isso, trabalhamos muito na regeneração da pele, com o intuito de que ela tenha essa capacidade de retornar ao estado mais jovem".

De acordo com a Dra. Andrea Lucas, fatores relacionados às emoções também podem contribuir para o desenvolvimento da flacidez ao longo da vida. "O estresse do dia a dia e a privação do sono aumentam os níveis de cortisol. Todo esse estresse diminui os telômeros — estruturas que protegem o material genético e estão associadas ao envelhecimento celular — e influenciam tanto nas características da pele quanto no tempo de vida", pontua.

Incômodo estético

Para a especialista em medicina estética, muitas vezes a flacidez é tratada apenas como um incômodo estético, mas é importante entender que ela envolve mudanças estruturais na pele. Segundo ela, a pele é um órgão e está associada a tecidos importantes para o organismo, como tecidos conectivos que sustentam o corpo e os órgãos, e que proporcionam mobilidade.

"Quando a pele dá sinais, significa que os órgãos internos também estão envelhecendo e perdendo suas funções. Isso significa que, ao tratar esse grande órgão — a pele — com foco no metabolismo e na fisiologia, toda a estrutura corporal é cuidada e melhorada", esclarece a médica.

Segundo a Dra. Andrea Lucas, a flacidez é uma das queixas estéticas mais comuns após os 40 anos e tende a se tornar mais evidente em mulheres que passaram por processos de emagrecimento nesse período. "Isso ocorre por causa da perda de elasticidade da pele causada pela deficiência de colágeno e pela diminuição na capacidade regenerativa. E, para isso, já existem aparelhos e substâncias que ajudam nessa regeneração natural do corpo".

Ela destaca que atualmente existem diversas abordagens e tecnologias voltadas para o tratamento da flacidez, muitas ofertadas em sua clínica em São Paulo. Para ela, a medicina está no momento da virada da saúde no mundo com a regeneração celular. "Em função desse conhecimento, já se discute não envelhecer, ou seja, regenerar o corpo de forma tão natural que não haverá distinção entre uma pessoa de 20 e outra de 60 anos", sintetiza.

A pesquisa citada pela National Library of Medicine aponta que o avanço das tecnologias antienvelhecimento tem ampliado o uso de nanotecnologia em cosméticos, permitindo maior precisão na entrega de ativos e ação prolongada. Entre os procedimentos, a radiofrequência monopolar se destaca por estimular a produção de colágeno e promover firmeza, com efeitos que continuam após o tratamento.

Outro artigo científico conclui que procedimentos voltados à firmeza da pele podem ser realizados de forma periódica, a cada um ou dois anos, tanto para prevenção quanto para tratamento. Entre as abordagens, a Microradioterapia de Rejuvenescimento (MRF) é destacada por apresentar baixo nível de dor, resultados consistentes e mais de 95% de satisfação dos pacientes ao longo de mais de 20 anos.

"Antigamente falava-se em cosmética, que é a melhora superficial. Depois, em tecnologia, que iria fazer estímulo dérmico, mas hoje existe a abordagem biológica, com regeneração e estímulo natural. Por isso, em meu atendimento clínico, aplico um tratamento integrado, com uma abordagem sistêmica e personalizada", finaliza a Dra. Andrea Lucas.

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