Os custos trabalhistas têm pressionado empresas de médio e grande porte a reavaliarem a estrutura de seus times de marketing. A combinação de salários em ascensão, encargos obrigatórios que podem representar até 70% do salário bruto do colaborador e benefícios crescentes torna a manutenção de equipes internas dedicadas uma equação cada vez mais desafiadora — e impulsiona a adoção de modelos fracionais e sob demanda no setor.
O cenário tem respaldo em números. De acordo com pesquisa do Portal Salário junto a dados oficiais do CAGE, um gerente de marketing sênior pode receber até R$18.571,79 mensais no Brasil — valor que representa apenas o salário-base registrado em carteira. Quando somados os encargos trabalhistas obrigatórios — FGTS (8%), INSS patronal (20%), provisão de férias com terço constitucional, 13º salário e contribuições ao Sistema S —, a carga total sobre a folha pode ultrapassar 70% do salário bruto, o que significa que um profissional com remuneração de R$ 10.000 mensais pode custar, na prática, mais de R$ 17.000 para a empresa. A isso somam-se benefícios como plano de saúde, vale-alimentação e auxílio home office, além dos custos com recrutamento, onboarding e eventual rescisão.
A preferência pelo modelo terceirizado já é perceptível nas decisões das empresas brasileiras. Pesquisa da 8D Hubify realizada com 353 empresas revelou que 26,7% das organizações preferem contratar uma agência para gerenciar a mídia paga em vez de formar uma equipe interna. O mesmo levantamento indica que 56,7% das empresas pretendiam aumentar os investimentos em marketing digital em 2025, mesmo num contexto em que mais da metade ainda aloca menos de 5% do faturamento na área. A pressão por eficiência, portanto, não é apenas de custo: é também de escala e especialização técnica simultânea em múltiplas frentes — mídia paga, SEO, social media, CRM, analytics e criação.
O mercado publicitário, por sua vez, segue em expansão e eleva a exigência técnica sobre as equipes. Em 2025, o investimento publicitário via agências atingiu R$ 28,9 bilhões — avanço de 10% sobre o ano anterior, quatro vezes superior ao crescimento do PIB no período. O aumento do bolo publicitário pressiona as empresas a elevar a qualidade de execução das estratégias sem necessariamente ampliar o quadro fixo de colaboradores.
É nesse contexto que modelos de times de marketing sob demanda — nos quais especialistas em performance, mídia, criação e dados são alocados por hora e por projeto, sem vínculo empregatício direto — passaram a ganhar tração entre empresas de diferentes portes. Companhias como a Ocupe Digital, sediada em São Paulo, operam com esse modelo, fornecendo squads multidisciplinares a clientes que vão de startups em crescimento a agências e grandes anunciantes que precisam expandir capacidade operacional sem ampliar headcount fixo. O formato permite que o contratante ajuste o escopo mês a mês conforme as demandas de cada ciclo de negócios.
“O crescimento do modelo fracional não é uma onda passageira — é uma resposta matemática ao custo de manter especialistas em tempo integral. Empresas de médio porte perceberam que a estrutura de time sob demanda oferece acesso ao mesmo nível técnico por uma fração do investimento fixo”, avalia Luiz Ballas, fundador e CEO da Ocupe.
Sobre Luiz Ballas: Conta com mais de 13 anos de experiência em Marketing Digital, com foco em Performance e Business Intelligence. Trilhou a carreira em digital por baixo, até chegar a Head de Performance e na sequência fundar a Ocupe Digital > fornecedora de Times On-Demand para o mercado Digital, disponibilizando desde um fractional CMO, até times de criação, dados e mídia.
