Início Notícias Corporativas Construção Offsite acelera nova era da construção no Brasil

Construção Offsite acelera nova era da construção no Brasil

Construção Offsite acelera nova era da construção no Brasil
Construção Offsite acelera nova era da construção no Brasil

A construção industrializada vive um momento de consolidação no mercado brasileiro. Entre 16 e 19 de junho, o Anhembi, em São Paulo, sediou a 7ª edição da Expo Construção Offsite (ECOS), maior feira de construção offsite da América Latina. O evento reuniu mais de 120 expositores de todo o país, e a organização projeta superar a marca de R$ 500 milhões em negócios gerados durante e após a feira.

Cenário macroeconômico favorece a industrialização da construção

O crescimento da construção offsite acompanha um movimento de modernização da construção civil brasileira. Estudos da FGV IBRE apontam que a atividade segue sustentada pelos investimentos em infraestrutura, pela demanda habitacional e pela busca por maior produtividade. Nesse cenário, entidades como a CBIC defendem que a industrialização dos processos construtivos será determinante para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e enfrentar os desafios estruturais do setor, como a escassez de mão de obra qualificada.

Esse cenário de aquecimento, no entanto, evidencia um dos principais gargalos da construção civil: a escassez de mão de obra qualificada. Levantamentos recentes indicam que entre 82% e 96% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar profissionais, dependendo da metodologia utilizada. O problema tem pressionado os custos, afetado a produtividade dos canteiros e reforçado a busca por sistemas construtivos industrializados, capazes de reduzir a dependência de mão de obra intensiva.

É justamente nesse contexto que os sistemas construtivos industrializados ganham relevância estratégica, a evolução do setor também é impulsionada por iniciativas como o PBQP-H e o SiNAT. Por dependerem de processos de fabricação controlados em ambiente fabril, sistemas como o Light Steel Frame (LSF) e os painéis SIP (Structural Insulated Panels) reduzem a dependência de mão de obra extensiva no local, encurtam prazos de execução e minimizam o desperdício de material — respondendo diretamente às pressões de custo que hoje afetam a construção convencional.

ISAFrame leva ao evento experiência técnica em LSF e SIP para projetos residenciais e comerciais

Entre as empresas presentes na ECOS 2026, a ISAFrame Soluções Sustentáveis participou do evento apresentando sua atuação em sistemas de Light Steel Frame e painéis SIP para empreendimentos residenciais e comerciais. A empresa, sediada em Barueri (SP), desenvolve projetos conforme as normas ABNT NBR 15253, NBR 15575 e NBR 16970, referência para sistemas Light Steel Frame.

A presença da ISAFrame no evento se deu em um estande coletivo, reunindo também as empresas Alge Steel, B Studio, Unespuma, Agro Ambiência, Formaco Decor, Hakau e Eternit — uma configuração que reflete a tendência observada na feira de formação de ecossistemas entre fornecedores de diferentes elos da cadeia: estrutura metálica, isolamento térmico, esquadrias, acabamento e vedação. Esse modelo de atuação integrada busca oferecer ao mercado arquitetos, engenheiros e incorporadoras soluções construtivas completas, com previsibilidade de prazo e custo — características centrais da proposta de valor da construção offsite.

Arena Expo Offsite: industrialização em escala real

Um dos principais destaques da edição 2026 foi a inédita Arena Expo Offsite, estrutura erguida em apenas três dias com módulos habitacionais e telhas autoportantes — demonstração prática, em escala real, da velocidade e da precisão proporcionadas pelos sistemas construtivos a seco e pela integração entre projeto, fabricação e montagem, conceito conhecido como DfMA. O espaço recebeu mais de 15 horas de programação técnica voltada a arquitetos, engenheiros, construtoras e incorporadoras, enquanto o FOCOS — Fórum da Construção Offsite — debateu temas como gestão de interfaces, produtividade, logística e novos modelos de negócio para o setor.

Durante a ECOS 2026, o ITIE liderado pelo Prof. Antonio Gilberto de Freitas também promoveu uma programação técnica com palestras de especialistas reconhecidos no setor, entre eles a arquiteta Maria Clara, o arquiteto Luan Hayden e um dos pioneiros da construção industrializada no Brasil, Roberto Monay. Além da capacitação profissional, o instituto reforçou sua atuação na formação de especialistas, no desenvolvimento de comissões técnicas e no fortalecimento da regulamentação dos Métodos Modernos de Construção por meio de cursos, treinamentos e iniciativas voltadas ao mercado.

Hotelaria e turismo ampliam o radar da construção modular

Além da habitação convencional, a feira reforçou a consolidação da construção offsite como alternativa para os setores de hotelaria, hospitalidade e ecoturismo. O crescimento da demanda por hospedagens sustentáveis, cabanas de luxo, glampings e experiências imersivas em meio à natureza tem impulsionado o interesse por sistemas construtivos industrializados — segmento em que empresas como a ISAFrame também têm direcionado parte de sua atuação técnica, com soluções voltadas a módulos habitacionais e estruturas de pequeno e médio porte.

Trajetória consolidada

Ao longo de suas sete edições, a Expo Construção Offsite já reuniu mais de 700 marcas expositoras, consolidando-se como o principal ponto de encontro do setor na América Latina. Segundo Marcos Bueno, CEO da exposição, em entrevistas anteriores sobre o evento, a ECOS tem cumprido um papel estruturante na organização do mercado: ao longo dos anos, a feira tem reunido fabricantes, fornecedores, construtoras e profissionais de todo o país em um ambiente dedicado ao segmento, ampliando a visibilidade das empresas participantes e fortalecendo o setor como um todo.

Com a construção civil brasileira projetando seu terceiro ano consecutivo de crescimento e o déficit de mão de obra qualificada se consolidando como desafio estrutural do setor, eventos como a ECOS sinalizam que a industrialização da construção deixou de ser tendência marginal para se tornar parte estratégica do planejamento de empresas, investidores e poder público no Brasil.

Sair da versão mobile