Início Notícias Corporativas Aumento crescente da frota de motos exige cuidados com manutenção

Aumento crescente da frota de motos exige cuidados com manutenção

Aumento crescente da frota de motos exige cuidados com manutenção
Aumento crescente da frota de motos exige cuidados com manutenção

Seja para trabalho, para lazer ou, mesmo, como forma prática e econômica de mobilidade, as motocicletas estão cada vez mais presentes nas ruas e estradas de todo o país. Atualmente, segundo estudo de frota circulante de veículos do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), os veículos de duas rodas representam mais de 20% do total da frota de mais de 62 milhões de veículos. Desse montante, automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somam mais de 48 milhões, enquanto as motos ultrapassam os 14 milhões de unidades, intensificando cada vez mais a participação desse modal de mobilidade.

Muitos motociclistas concentram sua atenção no sistema de freio e nos pneus, itens tradicionalmente associados à segurança na pilotagem. No entanto, os amortecedores são fundamentais para a estabilidade na condução da moto. "Amortecedores não estão somente ligados ao conforto, mantêm o pneu em contato permanente com o solo e ajudam a controlar a oscilação da mola. Por isso, quando desgastados, os amortecedores influenciam na frenagem, fazem o pneu quicar, perdendo, assim, parte da aderência. Se o pneu não está no chão, não há atrito para parar a moto, o que aumenta significativamente a distância de frenagem", alerta Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica da Nakata.

Outros motivos para uma frenagem ineficiente por amortecedores danificados — Leite explica que, durante a frenagem, o peso da moto tende a se transferir para a roda dianteira. "Um amortecedor gasto permite que a frente afunde muito rápido, em um ‘mergulho’, desestabilizando e dificultando o controle da moto", comenta. Já em frenagens mais fortes, a traseira da moto pode oscilar de um lado para o outro ou levantar excessivamente, reduzindo a eficiência do freio traseiro e o equilíbrio geral. Ele ressalta: "O efeito de pneus que quicam e a instabilidade no chassi fazem com que a moto precise de maior distância para parar completamente, o que é perigoso em emergências. Além disso, o pulo imperceptível da roda cria escamas no pneu, reduzindo sua vida útil", destaca.

Há indícios de que o amortecedor chegou ao fim da linha. Segundo o coordenador, motociclistas devem ficar atentos e observar alguns fatores que podem apontar amortecedores comprometidos, entre eles:

  • Presença de óleo nas hastes ou no corpo da peça por vazamentos;
  • Presença de óleo nas bengalas, indicando ineficiência da vedação na suspensão dianteira;
  • Frente ou traseira da moto baixa;
  • Efeito gangorra, ou seja, quando a moto continua oscilando após passar por irregularidades na pista, com batidas secas;
  • Instabilidade em curvas ou em retas, com sensação de que a moto fica "flutuando" ou sem peso na frente.

Diferenças dos impactos de amortecedores desgastados na pilotagem urbana e estrada Leite avalia que, quando esses componentes estão comprometidos, motociclistas, na pilotagem em vias urbanas, podem sentir fadiga pelos impactos constantes ao passarem por buracos e lombadas, além da perda de controle em frenagens de emergência no trânsito pesado. Já em estradas, podem causar instabilidade em altas velocidades, sensibilidade excessiva a ventos laterais e desconforto extremo para o garupa.

 

Sair da versão mobile