No começo de fevereiro, a Alphabet, empresa controladora do Google, divulgou os resultados do último trimestre de 2025, alcançando uma receita anual superior a US$ 400 bilhões pela primeira vez. Como destacam veículos como a CNN Brasil, o balanço surpreendeu as expectativas do mercado.
Em um momento em que o avanço da inteligência artificial (IA) generativa domina a atenção das grandes empresas de tecnologia (big techs), o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, citou o lançamento do Gemini 3 como um dos destaques do ano passado. Trata-se de uma evolução da IA desenvolvida pela companhia, que foi incorporada ao mecanismo de buscas do Google.
"Os números confirmam que o Google continua sendo a espinha dorsal da internet. Superar a marca de US$ 400 bilhões em receita anual, com um crescimento expressivo em ‘Search’, prova que o comportamento de busca do usuário permanece sólido, mesmo com a popularização de novas tecnologias", analisa Matheus Silveira, CEO da Quality SMI, empresa especializada em Search Engine Optimization (SEO) e Generative Engine Optimization (GEO).
SEO é o conjunto de estratégias usadas para melhorar o posicionamento de um site nos resultados de buscadores como o Google. Já GEO diz respeito à otimização de conteúdo para aparecer em respostas geradas por IAs, incluindo o próprio Gemini. Isso inclui a produção de materiais claros e bem estruturados, presença de dados confiáveis e respostas objetivas e completas. De acordo com Silveira, no novo cenário da internet, ambas as estratégias devem ser usadas por sites e negócios em busca de visibilidade no digital. "Na prática, o GEO é um braço do SEO focado em como as IAs interpretam o conteúdo. No SEO tradicional, nós trabalhamos a estrutura e a relevância do site para os buscadores. Já o GEO entra para facilitar a vida de modelos como o Gemini e o ChatGPT", diz ele.
"Além dos dados estruturados, que entram em SEO técnico, usamos técnicas no GEO como o chunking, que organiza a informação em blocos para que a IA consiga ‘puxar’ e citar seu conteúdo com mais precisão. É uma sinergia necessária: o SEO constrói a autoridade da página e o GEO garante que essa marca seja a resposta escolhida pela IA", acrescenta Silveira.
O CEO da Quality SMI diz que o pilar central na internet continua sendo a autoridade e a experiência do usuário. Mesmo com o AI Overview (mecanismo da busca do Google que resume informações com uso de IA) entregando respostas prontas na página de resultados, o que pode reduzir o clique direto em alguns casos, aparecer naquele espaço é o maior selo de branding que uma marca pode ter hoje, acredita o executivo.
Silveira menciona que, se o Google usa o conteúdo de uma determinada fonte para responder ao usuário, ele está conferindo credibilidade ao site de onde saiu a informação. "A oportunidade é a marca estar presente em toda a jornada de decisão do consumidor. Quando uma IA cita sua marca como referência em uma pesquisa comparativa, ela encurta o caminho do comprador e gera uma confiança imediata. O GEO permite que a marca seja vista não apenas como um anúncio, mas como uma solução sugerida pela inteligência artificial, dentro de um contexto, o que é extremamente poderoso para construção de imagem e conversão a longo prazo", detalha ele.
O especialista diz que existem alguns erros que as empresas cometem ao tentar adaptar suas estratégias digitais à expansão da IA em mecanismos de busca. O mais comum, segundo Silveira, é achar que a informação é criada totalmente do zero pela IA.
"Na verdade, além de suas bases de conhecimento nativas, as IAs utilizam processos como a geração aumentada de recuperação (RAG) para buscar dados em fontes confiáveis. Se uma empresa negligencia o SEO, ela deixa de organizar seus dados para a web. Sem SEO, a IA não encontra sua marca para usá-la como base", pontua.
Em relação aos próximos anos, Silveira acredita que o Google continuará sendo o grande organizador da informação mundial, adaptando-se ao avanço da IA. O SEO seguirá como o facilitador dessa organização, garantindo que o conteúdo seja rastreável e relevante. Já o GEO será o diferencial estratégico para garantir que, além de ser encontrado, o conteúdo seja a resposta recomendada pela IA.
"Uma estratégia sólida dependerá desse equilíbrio: ser tecnicamente perfeito para os buscadores e editorialmente relevante para as IAs. As empresas que entenderem que a IA é uma aliada da visibilidade e não uma inimiga do SEO, serão as que dominarão o mercado nos próximos anos", finaliza Silveira.
Para saber como adaptar empresas para uma nova era das buscas, basta acessar o site da Quality SMI: https://qualitysmi.com.br/













