Mais de 15 milhões de pessoas trabalham de casa no Brasil, o equivalente a 15,6% dos trabalhadores, segundo artigo publicado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) em 2022. Entre empregados dos setores público e privado, a participação média é de 9,6%, cerca de 5,7 milhões. Desse grupo, 34,8% trabalham integralmente de casa, enquanto 65,2% adotam regime parcial de trabalho remoto.
Na esteira da consolidação de atividades digitais está o consumo de produtos gamers, com 81% dos brasileiros comprando dessa categoria após impacto publicitário, frente a sete em cada dez nas demais categorias, conforme divulgado pela CNN. O levantamento também indica que o número de consumidores gamers cresceu cerca de 80% entre 2024 e 2025, e que esses compradores costumam agregar outros produtos, como móveis para casa.
Bianca Pereira Moreira Leal, fisioterapeuta e ergonomista parceira da DT3, empresa especializada em cadeiras ergonômicas, comenta que passar longos períodos sentado pode gerar impactos na saúde da coluna e do sistema musculoesquelético.
"O corpo humano não foi feito para ficar parado por horas, mas para se movimentar. Passar muito tempo sentado, especialmente em postura estática, aumenta as sobrecargas na coluna, principalmente na lombar", explica.
De acordo com a ergonomista, inicialmente podem surgir dor ou desconforto, mas, com a rotina e a repetição da postura diariamente, o quadro pode evoluir para problemas mais sérios e até lesões permanentes.
"Músculos mais fortes ajudam a sustentar melhor a postura e reduzem o risco de sobrecargas ao longo da jornada de trabalho. Prezar pela saúde também envolve cuidar do próprio corpo, mantendo a musculatura fortalecida por meio de exercícios", pontua.
Como escolher uma cadeira ergonômica?
A fisioterapeuta ressalta que uma boa cadeira faz muita diferença no ambiente de trabalho, assim como outros fatores ergonômicos. "É importante observar a altura da mesa, o posicionamento adequado dos braços e da cervical, o layout do ambiente, além de aspectos como reflexos na tela, temperatura e iluminação do espaço", avalia.
Uma cadeira pode influenciar a experiência em três dimensões:
- Ergonomia organizacional: um mobiliário adequado pode contribuir para maior satisfação, engajamento e produtividade no ambiente de trabalho;
- Ergonomia cognitiva: o conforto proporcionado pela cadeira diminui distrações causadas por desconforto ou fadiga, favorecendo a concentração, o foco e a qualidade da tomada de decisões;
- Ergonomia física: os ajustes da cadeira, como altura, apoio lombar, braços e profundidade do assento, ajudam a manter uma postura mais adequada.
"Quando a cadeira não segue critérios ergonômicos, pode gerar sobrecargas no corpo, aumentando o risco de dores, vícios posturais e até desgastes articulares provocados pelo uso contínuo de um mobiliário inadequado", analisa Bianca.
Uma cadeira ergonômica é desenvolvida com base nos critérios da Norma Regulamentadora 17 (NR-17), que orienta a ergonomia no ambiente de trabalho no Brasil. Para ser considerado ergonômico, o item deve permitir ajustes que favoreçam uma postura mais adequada, aumentando o conforto e diminuindo as sobrecargas musculares.
"Uma boa cadeira precisa se adaptar ao corpo e às demandas do dia, e não o contrário. Quanto mais ajustes a cadeira oferecer, maior será a chance de encontrar uma posição confortável e com menos sobrecarga para o corpo. Na prática, isso significa trabalhar com mais qualidade e chegar ao final do dia com menos dor e menos desgaste físico", enfatiza a ergonomista.
Bianca destaca alguns itens essenciais, como apoio para os braços, apoio de cabeça, ajuste de profundidade do assento, suporte lombar e regulagem de altura. "Além de as cadeiras que seguem a NR-17 normalmente terem maior qualidade e durabilidade, a principal característica é que são pensadas para se adaptarem ao trabalhador, enquanto cadeiras comuns geralmente obrigam o trabalhador a se adaptar a elas", conclui.
Para conferir os modelos de cadeiras ergonômicas da DT3, basta acessar o site oficial da marca.
