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Golpes bancários crescem durante o período carnavalesco

Golpes bancários crescem durante o período carnavalesco
Golpes bancários crescem durante o período carnavalesco

O Carnaval, a maior festa popular do Brasil, já começou, e com ela, a necessidade de redobrar a atenção. O período, marcado por celebrações, também registra crescimento em crimes, especialmente roubo de celulares e fraudes com cartões.

No ano passado, foi registrada uma tentativa de golpe a cada 2,4 segundos, segundo dados dos Serviço de Assessoria S.A (Serasa). Para garantir que a única preocupação do folião seja decorar a letra do samba-enredo é fundamental adotar medidas preventivas. A Dra. Brunna Simon Vecchi, advogada especialista em fraude bancária, alerta que “a prevenção é a ferramenta mais eficaz contra dores de cabeça futuras.”

A aglomeração nos blocos e desfiles cria o cenário perfeito para a ação de criminosos. Segundo dados da Secretária de Segurança Pública do G1, apenas em um único mês de folia, como fevereiro de 2024, São Paulo registrou cerca de 3 mil casos de furtos de celular, representando um aumento significativo em relação ao ano anterior. Esse número alarmante acende um alerta para a importância de proteger seus pertences.

Guia de proteção para a folia

Uma recomendação para evitar a exposição desnecessária do aparelho é o uso de doleiras ou pochetes internas, mantendo o dispositivo junto ao corpo.

Outra medida crucial é a preparação digital. Antes de sair de casa, é recomendável reduzir os limites diários para transações via Pix e TED nos aplicativos bancários. “Essa simples ação pode mitigar drasticamente o prejuízo financeiro em caso de roubo”, afirma a especialista em fraudes bancárias. Além disso, o uso do aplicativo.

Além disso, o uso do aplicativo “Celular Seguro”, do Governo Federal, é altamente recomendado. “Em caso de perda ou roubo, a ferramenta permite que o usuário dispare um alerta único para bloquear a linha telefônica e o acesso aos aplicativos de bancos, agilizando um processo que antes era demorado e burocrático”, explica a advogada especialista em golpes bancários.

O Golpe Da Troca De Cartão

Além do furto de aparelhos celulares, o “golpe da troca de cartão” é muito comum no Carnaval. A dinâmica consiste na troca do cartão da vítima por outro idêntico, com a mesma bandeira e do mesmo banco, durante o pagamento.

Uma medida eficaz é personalizar o cartão com um adesivo colorido ou uma marcação única. “Isso permite uma identificação visual rápida, tornando praticamente impossível que um cartão trocado passe despercebido”, explica a advogada especialista em fraudes bancárias.

A criadora da marca Dra Caí no golpe, depois de mais de 6 mil atendimentos de vítimas de golpe, relatou que “ativar as notificações de transações por SMS ou no próprio aplicativo do banco também é essencial, pois alerta sobre qualquer compra suspeita em tempo real”.

Golpe da Confusão

Além dos furtos isolados, cresce a incidência do chamado golpe da confusão. Nesse modelo, criminosos simulam empurrões ou brigas para distrair as vítimas, enquanto outros integrantes do grupo realizam o furto do celular ou do cartão.

"Esse tipo de atuação em grupo dificulta a percepção imediata do crime e aumenta as chances de sucesso da fraude", explica a advogada especialista na prevenção e em golpes bancários.Dicas de segurança para os foliões

A prevenção e a resposta rápida são determinantes para evitar prejuízos maiores em casos de roubo ou fraude durante o Carnaval. Para os foliões, três dicas de segurança se destacam.

A primeira é baixar previamente o aplicativo Celular Seguro, do Governo Federal. Em situações de roubo ou perda do aparelho, a ferramenta permite que o usuário realize, em um único procedimento, o bloqueio da linha telefônica e o acesso aos aplicativos bancários, agilizando medidas que, tradicionalmente, exigiriam múltiplos contatos e tempo prolongado.

A segunda é adotar medidas simples de identificação do cartão bancário. Recomenda-se utilizar adesivos ou marcações visuais, facilitando o reconhecimento imediato e reduzindo o risco de sucesso do golpe da troca de cartão.

A terceira envolve a reação imediata após o crime. Recomenda-se entrar em contato com o banco o mais rápido possível para registrar a ocorrência, solicitar o bloqueio dos serviços e formalizar o ocorrido. Também é indispensável o registro do boletim de ocorrência, documento que auxilia na investigação e na adoção de medidas posteriores.

Segundo a advogada Brunna Simon Vecchi, especialista em fraudes bancárias, a combinação entre informação, preparo prévio e resposta rápida é decisiva. "Quando o consumidor sabe o que fazer e age com rapidez, as chances de prejuízo diminuem consideravelmente. No Carnaval, a segurança financeira deve caminhar junto com a diversão", conclui.

A especialista ainda alerta que, “após a adoção de todas as medidas de segurança, há situações em que o prejuízo financeiro ocorre em razão da invasão de contas bancárias após o roubo do celular ou do cartão, nesses casos, se a instituição financeira se recusar a devolver os valores subtraídos, é essencial que o consumidor busque orientação jurídica especializada”.

A análise técnica de um advogado especialista em fraudes bancárias para verificar se houve falha nos mecanismos de segurança, ausência de monitoramento de transações atípicas ou descumprimento de normas de proteção ao consumidor. "Nem todo prejuízo decorrente de golpe deve ser automaticamente assumido pela vítima. Há situações em que a responsabilidade pode recair sobre o banco", explica a advogada Brunna Simon Vecchi, especialista em fraudes bancárias.

Diante do aumento expressivo de fraudes durante o Carnaval, a combinação entre prevenção, resposta rápida e orientação jurídica adequada se mostra indispensável para reduzir danos financeiros e garantir a proteção dos direitos do consumidor.

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