A Associação Pagos de Gestão de Pagamentos Eletrônicos anunciou, em 2024, a criação de um comitê de subadquirência voltado para identificar vulnerabilidades e reforçar mecanismos de prevenção de riscos no setor de pagamentos digitais. A medida busca acompanhar o crescimento das transações eletrônicas no país e contribuir para maior segurança nas operações.
"A Pagos se posiciona como guardiã da credibilidade do nosso setor de meios de pagamentos eletrônicos. Criamos um comitê de subadquirência justamente porque já enxergávamos furos e precisávamos entrar mais forte, com um compliance atuante e proativo", afirma Daniel Nery, vice-presidente de Facilitadores de Pagamentos da Associação.
Cenário do setor
Segundo Daniel Nery, o comitê reúne executivos com experiência em adquirência, subadquirência e bancos digitais, além de contar com a assessoria de grandes escritórios jurídicos especializados em meios de pagamento. Essa estrutura garante atualização constante sobre regulamentações e práticas de mercado.
De acordo com dados do Banco Central, o Brasil registrou mais de 72 bilhões de transações de pagamentos no primeiro semestre de 2025, com destaque para o crescimento do Pix, que avançou 52% em relação ao ano anterior e já responde por quase metade das transações digitais.
Entretanto, a instituição financeira demonstra que os desafios de segurança permanecem. Um relatório mencionado em matéria pelo Correio Brasiliense afirma que, em 2025, foram contabilizados 28 milhões de fraudes envolvendo o Pix, consolidando o sistema como principal alvo de criminosos digitais. Além disso, dados publicados na revista E-Commerce Brasil apontam que o valor médio das transações fraudulentas bloqueadas no e-commerce subiu 38,3% em relação a 2024, atingindo R$1.678,94.
"A prevenção de risco é essencial. Não acreditamos que apenas elevar o custo de abertura de instituições de pagamento seja suficiente, porque o infrator muitas vezes tem mais recursos que investidores legítimos. É preciso olhar o cenário geral, o background dos sócios e o plano de negócios das operações", ressalta o executivo.
Equilíbrio entre inovação e segurança
Estudos da Associação Pagos, reiterados em sua revista digital Panorama Econômico, defendem que o crescimento exponencial de algumas operações deve ser analisado com cautela, já que discrepâncias podem indicar irregularidades. Para Daniel Nery, o equilíbrio entre inovação e segurança é fundamental. "Iniciativas como o Pix foram um sucesso, mas também revelaram vulnerabilidades. Precisamos avançar em soluções digitais sem abrir espaço para brechas, formando uma tríade entre empresas, associações e órgãos reguladores para definir as arestas que devem ser aparadas".
Necessidade de cooperação entre mercado e reguladores
Com o avanço dos pagamentos digitais e o aumento dos registros de fraudes, a Associação Pagos de Gestão de Pagamentos Eletrônicos defende a necessidade de cooperação entre mercado e reguladores. O vice-presidente de Facilitadores de Pagamentos da entidade afirma que o objetivo é contribuir para a credibilidade do setor e para a adoção de práticas de segurança voltadas ao crescimento das operações de pagamentos eletrônicos no Brasil.










