Nos últimos anos, o mercado imobiliário de luxo tem vivido uma transformação silenciosa, mas profunda. Os chamados Branded Buildings — empreendimentos assinados por grifes de prestígio — estão redefinindo o conceito de exclusividade e movimentando cifras bilionárias, consolidando um novo significado de exclusividade no real estate global.
Segundo o relatório The Residence Report 2025, da Knight Frank, o número de empreendimentos saltou de 169 em 2011 para os atuais 611, com previsão de ultrapassar 1.000 até 2030, impulsionado pela crescente demanda por moradias de marca e pelo apetite dos desenvolvedores por posicionamento premium.
Já a consultoria Savills International Development Consultancy reforça que mercados recentemente estabelecidos como Bangkok, Pequim e Phuket já alcançam preços entre 40% e 45% maiores do que mercados mais maduros. Esse movimento ocorre em paralelo à expansão do mercado global de luxo, estimado em US$ 1,4 trilhão em 2024, com projeção de atingir US$ 1,7 trilhão em 2030, segundo dados do relatório Luxury Lab Global 2024, da Euromonitor International, divulgados pelo portal Times Brasil.
Para André Trevelin, diretor de Operações Internacionais da Villa Boa Inc., essa tendência reflete uma mudança cultural entre consumidores de alta renda.
"As marcas estão deixando de ser apenas selos de status e tornando-se plataformas de experiência. O imóvel passa a ser uma extensão do estilo de vida do investidor. Quando a arquitetura, o design e o serviço falam a mesma linguagem da marca, o ativo ganha alma, e isso é o que mais valoriza hoje", ressalta.
Brasil entra no mapa do luxo imobiliário
O setor imobiliário de luxo brasileiro tem seguido a mesma curva ascendente do mercado global. De acordo com levantamento da Euromonitor International, o mercado de luxo nacional movimentou R$ 56,8 bilhões em 2025, impulsionado por uma combinação de recuperação econômica contínua e mudanças nas preferências dos consumidores. O país ocupa hoje a nona posição no ranking global do luxo.
De acordo com Andre Trevelin, os dados mostram que o país entrou definitivamente no radar global do luxo imobiliário. "Temos um público de alta renda cada vez mais sofisticado, acostumado a viajar e consumir marcas de prestígio. Agora esse consumidor quer trazer a mesma experiência para dentro do seu endereço".
Patrimônio sensorial e legado
Andre Trevelin ressalta que os Branded Buildings não são apenas ativos físicos, mas emocionais. É nesse cenário que surgem os empreendimentos de assinatura brasileiros, unindo arquitetura, design e lifestyle em uma nova categoria de produto. "O imóvel deixou de ser uma simples unidade física para se tornar um ativo emocional", afirma.
"Quando o comprador adquire uma residência assinada por uma marca de prestígio, ele não está apenas comprando uma planta, está adquirindo pertencimento, status e identidade. É um novo tipo de patrimônio: o patrimônio sensorial", acrescenta.
Andre Trevelin explica que, para uma incorporadora, esse tipo de produto representa um posicionamento estratégico, agregando valor de marca e criando barreiras competitivas difíceis de replicar.
"A partir do momento em que a experiência se torna parte do ativo, o preço deixa de ser o fator decisivo. O cliente quer o símbolo, o lifestyle, o clube que vem junto. É como adquirir uma peça de coleção e não apenas um imóvel", avalia.
A estratégia da Villa Boa Inc.
Fundada com a visão de integrar arquitetura, capital e marca, a Villa Boa Inc atua no desenvolvimento de empreendimentos de luxo, hotelaria e uso misto, com portfólio superior a R$ 32 bilhões em VGV.
Atualmente, sua estratégia combina reembolso de terrenos com prêmio e equity estruturado com base no valor geral de vendas, modelo que já permitiu captação estimada em R$ 1,05 bilhão em seus primeiros ciclos.
Segundo Andre Trevelin, a característica principal da empresa é tratar o imóvel como uma marca e a marca como um ativo financeiro, criando projetos que buscam unir identidade, narrativa e público definidos.
"O que diferencia um empreendimento comum de um branded building é a alma. O luxo verdadeiro não está no preço, mas no significado. O investidor que entende isso não compra apenas um ativo: ele compra legado", finaliza o diretor.
Para saber mais, basta acessar: http://villaboainc.com
