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O comércio internacional exige das empresas não apenas capacidade produtiva e competitividade, mas também acesso a instrumentos financeiros que garantam liquidez, previsibilidade e segurança nas transações. Nesse contexto, o chamado Trade Finance tem se consolidado para viabilizar operações de importação e exportação, ao oferecer soluções de financiamento, garantias e mitigação de riscos.

Informações divulgadas pela InfoMoney revelam que o Banco do Brasil firmou um acordo de até US$ 700 milhões para apoiar micro, pequenas e médias empresas exportadoras, além de projetos sustentáveis no Brasil.

Com garantia da Multilateral Investment Guarantee Agency (MIGA), do Banco Mundial, a operação busca ampliar o comércio exterior brasileiro. Com essa estrutura, instituições financeiras internacionais podem conceder crédito ao BB com menor risco e custos reduzidos, já que a garantia cobre eventuais inadimplências.

Além de ampliar o acesso a crédito e reduzir riscos, iniciativas de Trade Finance também se conectam à agenda climática global. Segundo um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), países em desenvolvimento precisarão mobilizar cerca de US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 para financiar ações de adaptação e mitigação climática. O órgão defende ainda a necessidade de triplicar os recursos destinados à adaptação, reforçando que comércio e finanças podem ser estruturados para apoiar transições sustentáveis e resilientes.

Nesse cenário, instrumentos financeiros que apoiam exportações e importações podem ser desenhados para promover práticas alinhadas às metas ambientais, ampliando o papel do Brasil no comércio internacional com competitividade e responsabilidade.

Jorge Soethe, diretor de operações da Fairfield Proteção e Inteligência Financeira, explica que o Trade Finance é visto como um mecanismo que conecta empresas brasileiras a bancos e seguradoras globais, permitindo que negócios sejam realizados com maior segurança e eficiência.

"Alguns dos principais produtos de Trade Finance incluem adiantamento sobre contrato de câmbio (ACC e ACE), financiamento à importação, seguro de crédito à exportação, garantias internacionais, carta de crédito e operações estruturadas com hedge cambial."

"Na prática, esses instrumentos viabilizam o financiamento da produção para exportação, antecipam recebíveis, asseguram o pagamento ao exportador e reduzem a exposição ao risco de crédito e câmbio," acrescenta.

O executivo afirma ainda que a modalidade tem papel fundamental na gestão do fluxo de caixa das empresas. "O Trade Finance pode ser essencial para destravar o capital de giro ao antecipar receitas de exportação ou ao financiar compras no exterior com prazos mais longos. Por meio de instrumentos como ACC, financiamento de importação com prazo estendido e operações com seguro de crédito, é possível alinhar prazos de pagamento e recebimento, reduzindo a pressão sobre o caixa e aumentando o poder de negociação com fornecedores e clientes internacionais."

Outro aspecto relevante é a mitigação de riscos, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade cambial e incertezas comerciais. A Fairfield, por exemplo, estrutura operações que combinam financiamento, seguro de crédito à exportação e proteção cambial, permitindo que empresas atuem globalmente.

"O seguro de crédito cobre o risco de inadimplência do comprador internacional, enquanto o hedge cambial neutraliza as oscilações da moeda. Já as garantias e cartas de crédito mitigam riscos de performance, entrega e pagamento," detalha o executivo.

As garantias, segundo Soethe, são indispensáveis para dar confiança às transações internacionais. As mais comuns incluem cartas de crédito stand-by, garantias bancárias internacionais, fianças e apólices de seguro-garantia, além do próprio seguro de crédito.

"Elas oferecem uma rede de segurança em caso de inadimplência, inadimplemento contratual ou risco político, conferindo maior liquidez às operações, principalmente em mercados emergentes ou com alto risco de crédito," observa.

Ele recomenda que o Trade Finance seja considerado desde o início da negociação internacional. "Antecipar a estrutura financeira permite melhorar prazos, avaliar riscos e definir o modelo ideal de cobertura. Com isso, a empresa pode ganhar competitividade, proteger sua margem e garantir que todos os aspectos da operação – financeiros, cambiais e contratuais – estejam devidamente cobertos antes da emissão da ordem de compra."

A atuação consultiva da Fairfield tem como proposta permitir que empresas brasileiras acessem soluções internacionais com foco em segurança, previsibilidade e inteligência, aspectos necessários para crescer de forma sustentável no comércio exterior.

Para saber mais, basta acessar: https://www.fairfield.com.br/