A inteligência artificial generativa e a inteligência artificial agêntica deixaram de ser uma pauta restrita às áreas técnicas e passaram a ocupar espaço nas decisões estratégicas das organizações. Com a expansão do uso da tecnologia, empresas de diferentes setores começam a estruturar novas posições executivas dedicadas à definição de estratégias, governança e geração de valor a partir da IA e dos dados. Um levantamento da AWS aponta que 56% das organizações pesquisadas já indicaram um Chief AI Officer (CAIO) para liderar a implementação de inteligência artificial, enquanto 31% afirmam que pretendem criar esta posição ainda em 2026.
"Há alguns anos, o papel do Chief Information Officer (CIO) vem sendo complementado nas organizações por novos C-levels, que têm a missão de amplificar o valor estratégico da tecnologia para o negócio", explica Francisco Massaro, um dos coordenadores do MBA em Chief AI & Data Officer da FIAP. Segundo o especialista, este movimento começou com a chegada de cargos como Chief Data Officer (CDO) e Chief AI Officer (CAIO) e ganhou força com a popularização de ferramentas de inteligência artificial generativa e agêntica, especialmente a partir de 2022. Com isso, a atuação tradicional do CIO passou a ser complementada por lideranças executivas focadas em acelerar e ampliar o uso estratégico de dados e IA.
A criação dessas novas posições reflete uma mudança no perfil das lideranças de tecnologia, que passam a combinar conhecimento técnico, visão de negócios, governança e capacidade de conduzir transformações organizacionais. Nesse cenário, cargos como CIO, CAIO e CDO atuam de forma complementar, unindo infraestrutura, estratégia, gestão de investimentos e adoção de soluções de IA, afirma Massaro.
Com essa nova demanda do mercado, o também coordenador desse MBA da FIAP, Gabriel Vernalha, conta que o curso foi estruturado para preparar profissionais capazes de liderar essa agenda estratégica. O programa atende executivos de tecnologia, líderes de negócio e profissionais em desenvolvimento para posições de C-level, com foco na geração de valor a partir dos dados, através de fundamentos tecnológicos, estratégia e transformação de negócios, governança de dados e IA e relacionamento executivo.
A integração entre dados e inteligência artificial também é um dos pilares do curso. Enquanto dados e analytics ajudam as empresas a compreenderem padrões e comportamentos, a IA amplia a capacidade de prever cenários, automatizar processos e apoiar decisões estratégicas. "Com o avanço da IA generativa, essa combinação se torna cada vez mais relevante para organizações que buscam transformar tecnologia em vantagem competitiva", conclui o professor Vernalha.
