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Profissionais 50+ ganham espaço em empregos de base

Profissionais 50+ ganham espaço em empregos de base
Profissionais 50+ ganham espaço em empregos de base

O mercado de trabalho brasileiro vem passando por mudanças significativas nos últimos anos, e uma delas é a crescente valorização de profissionais com 50 anos ou mais em empregos de base. Empresas de diferentes setores têm ampliado a presença de trabalhadores mais experientes em suas equipes, reconhecendo vantagens como maior estabilidade, compromisso com as funções e contribuição para ambientes de trabalho mais diversos e colaborativos.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados pela Forbes, mostram que profissionais acima de 50 anos representam 27% da força de trabalho no Brasil, número superior ao da Geração Z, que compõe 24%. Além disso, uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA), compartilhada pelo portal Viva, revela que trabalhadores 50+ já ocupam 13% dos cargos de liderança no país, evidenciando o papel crescente dessa faixa etária em diferentes níveis organizacionais.

Lucimara Costa, diretora de Recursos Humanos (RH) da Nexti, empresa especializada em soluções de RH, explica que a valorização dos profissionais 50+ está diretamente ligada a transformações estruturais. "De um lado, há um fator demográfico importante: a população está envelhecendo e permanecendo ativa por mais tempo, aumentando a presença dessa faixa etária nas empresas. Por outro lado, organizações têm enfrentado desafios crescentes na atração e retenção de profissionais mais jovens, especialmente em funções operacionais", avalia.

"Esse movimento vem sendo observado no mercado, com empresas revisando seus critérios de contratação e ampliando o olhar para perfis mais experientes como forma de garantir maior estabilidade e continuidade nas operações", acrescenta.

Segundo ela, há também uma mudança prática na dinâmica de trabalho. "Em alguns contextos, profissionais mais experientes têm demonstrado maior aderência a modelos presenciais e rotinas mais estruturadas, o que tem influenciado decisões de contratação em determinados setores", diz.

Nesse cenário, os profissionais 50+ deixam de ser vistos apenas pela experiência acumulada e passam a ocupar um papel estratégico no mercado, ajudando empresas a lidar com desafios como rotatividade, consistência operacional e formação de equipes mais equilibradas.

Apesar dos avanços, a executiva reconhece que ainda existem vieses relacionados à idade. "Sim, ainda existem preconceitos, especialmente ligados à adaptação tecnológica e à flexibilidade para mudanças. No entanto, esses fatores vêm sendo gradualmente desconstruídos, tanto por evidências de mercado quanto por iniciativas das próprias empresas", pontua.

Benefícios para equipes operacionais

A presença de pessoas mais experientes em funções de base pode gerar impactos positivos para as empresas. De acordo com Costa, esses profissionais tendem a contribuir com maior estabilidade e comprometimento, o que é especialmente relevante em ambientes operacionais com alta demanda e rotatividade.

"Além disso, trazem uma bagagem prática que favorece a execução consistente das atividades e pode acelerar o aprendizado de outros colaboradores. Em equipes multigeracionais, essa troca de experiências fortalece a colaboração e amplia a diversidade de perspectivas, impactando positivamente o desempenho coletivo", afirma.

A diretora de RH também destaca como plataformas digitais podem apoiar processos seletivos mais inclusivos. "Soluções digitais tornam o recrutamento mais estruturado e orientado a dados, permitindo que as empresas avaliem candidatos com base em competências, histórico profissional e aderência à vaga", sintetiza.

"Plataformas de recrutamento ajudam a organizar grandes volumes de candidaturas e facilitam a identificação de perfis qualificados, inclusive profissionais 50+. Isso amplia o alcance das empresas e contribui para processos mais inclusivos, eficientes e alinhados às necessidades operacionais", completa.

Para ela, tornar os processos seletivos e ambientes de trabalho mais inclusivos exige revisão de práticas. "O primeiro passo é eliminar termos ou exigências que possam desestimular candidatos por idade. Também é importante promover uma cultura organizacional que valorize a diversidade etária, incentivando a integração entre diferentes gerações e oferecendo suporte adequado no onboarding e no desenvolvimento contínuo", detalha.

Costa recomenda que empresas que ainda não exploram esse potencial revisem seus critérios de contratação e testem a estratégia na prática. "Muitas vezes, a exclusão de profissionais 50+ acontece de forma não intencional, por meio de filtros ou padrões já estabelecidos", reitera.

"É importante acompanhar indicadores como retenção, desempenho e clima organizacional. Na maioria dos casos, os resultados mostram ganhos relevantes em estabilidade e engajamento. Investir em processos mais ágeis e estruturados, apoiados por tecnologia, pode facilitar a atração e a integração desses profissionais, tornando a estratégia mais eficiente e sustentável no longo prazo", conclui a executiva.

Para saber mais, basta acessar: https://nexti.com/

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