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Sustentabilidade ganha força como estratégia empresarial

Sustentabilidade ganha força como estratégia empresarial
Sustentabilidade ganha força como estratégia empresarial

Cada vez mais, empresas brasileiras estão incorporando a sustentabilidade como parte integrante de suas decisões estratégicas, evidenciando uma mudança de paradigma na gestão corporativa. Dados do Panorama da Sustentabilidade Corporativa 2025, elaborado pela Amcham Brasil, revelam que 76% das organizações já adotam práticas sustentáveis com algum grau de maturidade.

No Brasil, o número de companhias engajadas passou de 52% entre 2024 e 2025, consolidando uma tendência que ultrapassa o cumprimento de normas ambientais e se conecta diretamente à competitividade no mercado.

E esse movimento é perceptível em diversos setores da indústria. A AMED S/A, que fabrica produtos hospitalares, clínicos e farmacêuticos, é um exemplo de como princípios sustentáveis podem ser incorporados de forma transversal às operações.

A empresa, com unidades em Minas Gerais e em expansão para São Paulo, recicla grande parte de seus resíduos, utiliza energia verde renovável certificada, realiza a destinação adequada de efluentes com reaproveitamento de água e adota lenha proveniente de reflorestamento em conformidade com a legislação vigente.

De acordo com Emílio Beringhs, consultor especialista em sustentabilidade e desenvolvimento da AMED, a prática ajuda as empresas a reforçarem o valor já incorporado à identidade corporativa, e não apenas como resposta a exigências regulatórias. “Ser sustentável não é apenas cumprir uma lei, é criar uma cultura dentro da indústria. É entender que o futuro depende do que fazemos hoje”, afirma.

A agenda ESG (ambiental, social e de governança) também contribui para orientar decisões estratégicas nas companhias. Segundo Flávio Bergmann, gerente de marketing e comércio exterior da empresa, muitos consumidores, fornecedores e talentos preferem se relacionar com organizações que respeitam o planeta.

“Essa abordagem garante que cada decisão esteja alinhada à responsabilidade ambiental, ao impacto social positivo e à governança ética e transparente, servindo como guia para o crescimento sustentável”, relata.

Beringhs explica que, atualmente, a empresa estrutura sua atuação em quatro pilares: no eixo ambiental, destaca-se pelo foco em reaproveitamento de energia térmica gerada, redução na geração de resíduos provenientes do processo de fabricação dos produtos, com foco no emprego de matérias-primas renováveis e recicláveis e ou compostáveis, aliados a busca pela redução e neutralização dos impactos ambientais. No campo social, há políticas de inclusão que contemplam mulheres, pessoas negras, com deficiência e trans em diferentes áreas da companhia, além de programas de formação para jovens aprendizes.

“Em governança, a AMED investe em transparência, certificações e auditorias regulares. Já no pilar da inovação, os esforços se concentram em tecnologias e processos industriais mais eficientes, que ampliam a competitividade global.”

Além dos ganhos ambientais e sociais, o consultor especialista afirma que os investimentos sustentáveis também podem gerar impactos diretos na eficiência operacional. Para ele, a economia de recursos energéticos e hídricos, o reaproveitamento de resíduos e a otimização dos processos industriais contribuem para a redução de custos. “Sustentabilidade deixa de ser custo e se torna investimento em eficiência, reputação e vantagem competitiva”, resume.

A percepção do mercado acompanha essa evolução. Ainda segundo o Panorama, 87% das empresas em estágio avançado de maturidade sustentável percebem maior impacto social e ambiental, e 75% afirmam que a sustentabilidade contribuiu para a diferenciação da sua oferta de valor. No Brasil, como observa Bergmann, “as empresas que não forem sustentáveis, principalmente indústrias, estão condenadas à extinção”.

Para garantir que as ações estejam alinhadas aos objetivos de competitividade global, a AMED adota indicadores-chave de desempenho (KPIs) em sustentabilidade, monitorando dados como consumo de energia e água, geração de resíduos, índice de reciclagem, auditorias de qualidade e diversidade no quadro de colaboradores.

“Esses indicadores são comparados a padrões internacionais e respaldados por certificações como ANVISA e DINAVISA. Além disso, relatórios periódicos garantem transparência e permitem ajustes estratégicos contínuos, mantendo a empresa competitiva nos mercados mais exigentes do mundo”, conclui Beringhs.

Para saber mais, basta acessar:https://www.amed.net.br/

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