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Famílias endividadas arriscam ao atrasar taxa de condomínio

Famílias endividadas arriscam ao atrasar taxa de condomínio
Famílias endividadas arriscam ao atrasar taxa de condomínio

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,4% em março, o maior nível da série histórica, com alta tanto na comparação mensal quanto anual. É o que aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Esse avanço ocorre em um contexto de juros ainda elevados, apesar do início da queda da taxa Selic, cujos efeitos demoram a chegar ao consumidor. Além disso, a alta dos combustíveis e as incertezas externas, como o conflito no Oriente Médio, pressionam a inflação, reduzem o poder de compra e incentivam o uso de crédito para despesas básicas, apontou a CNC.

Mas, na prática, especialistas defendem que o maior impacto é mesmo no dia a dia do brasileiro. Para o administrador de empresas e CEO da LLZ Garantidora, Zener Costa, um ponto de atenção está na taxa de condomínios.

"Quando o endividamento acontece, automaticamente as famílias procuram onde é possível cortar custos para resolver o problema, mas, além disso, outro hábito é entender quais contas podem ser atrasadas sem maiores prejuízos. E uma dessas contas que assume o papel de coadjuvante e acaba sendo deixada de lado é o condomínio. Aí que mora o perigo", salienta Zener.

Isso porque a dívida de condomínio é considerada uma obrigação "propter rem", ou seja, vinculada ao próprio bem, e está prevista no Código Civil Brasileiro, especialmente no artigo 1.336, que obriga o condômino a contribuir para as despesas do condomínio. "Em caso de inadimplência, o débito pode ser cobrado judicialmente e, conforme o Código de Processo Civil, a dívida condominial é título executivo extrajudicial, permitindo a execução direta. Se não houver pagamento, o imóvel pode ser penhorado e levado a leilão, inclusive sendo possível a penhora do bem de família, conforme entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça", esclarece Zener.

Logo, o administrador orienta o condômino a priorizar o pagamento da taxa condominial, evitando atrasos e buscando renegociar eventuais débitos o quanto antes, já que esse tipo de dívida pode gerar consequências jurídicas mais severas, incluindo a penhora do imóvel. "É fundamental que o condômino priorize o pagamento da taxa condominial e, diante de qualquer dificuldade, procure imediatamente o condomínio para negociar o débito. Evitar o atraso é a melhor forma de não enfrentar consequências mais graves, como a cobrança judicial e até a perda do imóvel", assinala.

Inadimplência também afeta os condomínios

No outro lado da moeda estão os próprios condomínios, que também sofrem com as taxas em atraso, reduzindo o caixa do condomínio, comprometendo o pagamento de despesas essenciais como manutenção, funcionários e serviços. Com menos recursos, aumenta o risco de atrasos, deterioração da estrutura e necessidade de rateios extras entre os adimplentes.

Para esse outro problema, Zener acrescenta que, como alternativa, o administrador pode recorrer a um serviço ainda pouco difundido entre síndicos e administradoras, mas considerado estratégico para o setor: a atuação de uma garantidora de receita condominial. "Contar com uma garantidora é uma forma de assegurar estabilidade financeira ao condomínio, permitindo o cumprimento das obrigações e a manutenção dos serviços mesmo em cenários de inadimplência. Nesse modelo, uma empresa terceirizada assume o risco dos atrasos e repassa ao condomínio o valor integral da arrecadação mensal. Com isso, o gestor ganha previsibilidade, consegue manter a operação em dia, realizar manutenções e reduzir desgastes na relação com os condôminos", completa.

Sobre a LLZ

A LLZ é uma garantidora de condomínios do Brasil, especializada em oferecer proteção contra inadimplência, para promover previsibilidade no fluxo de caixa e mais tranquilidade para a gestão condominial, atuando lado a lado com administradoras e síndicos de todo o país. Além de ser a garantidora com maior capital social do país, a LLZ é a única que emite, todos os meses, uma apólice de seguros no valor mensal da receita do seu condomínio, via BTG Seguros. A sede está em Belo Horizonte, com escritório estratégico na Faria Lima, em São Paulo. No restante do país, o atendimento é feito por executivos comerciais em todas as regiões e por agentes digitais nos estados sem presença física. Assim, é ofertado o suporte em todo o território nacional.

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