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Empresas descobrem estratégia na retenção de Baby Boomers

Empresas descobrem estratégia na retenção de Baby Boomers
Empresas descobrem estratégia na retenção de Baby Boomers

Flexibilidade, tecnologia e bem-estar: a Geração Z tem sido tema de diversas discussões no mercado por sua relação diferente com o trabalho, se comparada aos seus antepassados. Enquanto as empresas estão buscando se adaptar e engajar os Zennials no ambiente corporativo, uma parte dos Baby Boomers (pessoas nascidas entre 1946 e 1964) segue em atividade.

Para Milve Inouye, Gerente de People & Culture no ManpowerGroup Brasil, é necessário um olhar cuidadoso sobre esse grupo mais maduro. “A longevidade da população tem aumentado, e esse ponto positivo se estende ao mercado de trabalho, onde vemos profissionais experientes em exercício de suas funções. Os Baby Boomers também têm suas características específicas, como sabedoria, fidelidade à empresa e a valorização da hierarquia; fatores que podem ser fundamentais para as organizações no longo prazo, trazendo resultados e engajamento de equipe”, explica a especialista.

Para manter os melhores talentos dessa geração nas empresas, explica Milve, é necessário valorizá-los de acordo com sua expertise na área de atuação, entendendo os fortes valores éticos desses trabalhadores em relação às equipes e às lideranças no ambiente de trabalho. “Afinal, são muitos anos de experiência e eles prezam pela valorização de tanta bagagem profissional”, continua.

Outro fator para retenção — dessa vez, um ponto em comum com a Gen Z — é proporcionar flexibilidade. Após muitos anos de trabalho, os Baby Boomers podem estar buscando mais tempo com a família e mais harmonia entre vida pessoal e profissional.

“O mercado de trabalho está composto por quatro gerações em atuação: Baby Boomers e Gerações X, Y e Z, cada uma com características distintas. Tamanha pluralidade geracional é benéfica para o ambiente corporativo, já que cada perfil contribui de forma diferente para os resultados da corporação. O caminho ideal é que empresas, gestores e equipes de RH se tornem ‘poliglotas geracionais’, ou seja, saibam entender e trocar com as diferenças”, analisa Milve.

O que os Baby Boomers em atuação ensinam para as demais gerações?

Para a executiva, além de corroborar positivamente no ambiente de trabalho, os Baby Boomers vão deixar ensinamentos importantes para as demais gerações.

“Muito além de hard skills, os Baby Boomers podem contribuir para o desenvolvimento de habilidades comportamentais, como liderança. Por isso, é importante dar a oportunidade para eles ensinarem, mesmo que, por muitas vezes, não estejam em um cargo de gestão. Em suma, a troca de experiências e vivências pode fazer a diferença no ambiente corporativo”, conclui.

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