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Venda de imóveis em SP sobe, mas setor enfrenta desafios

Venda de imóveis em SP sobe, mas setor enfrenta desafios
Venda de imóveis em SP sobe, mas setor enfrenta desafios

O mercado imobiliário da cidade de São Paulo iniciou 2025 com números expressivos. Segundo dados divulgados pelo Secovi-SP e reportados pela CNN Brasil, o setor registrou um crescimento de 32,9% nas vendas de imóveis novos no primeiro trimestre do ano em comparação ao mesmo período de 2024.

A pesquisa divulgada contempla 41 cidades do interior, da Baixada Santista e da Região Metropolitana de SP, situadas nos principais polos econômicos do Estado. No entanto, este desempenho positivo reflete um cenário dicotômico, onde a taxa Selic, atualmente em 15%, e os consequentes juros elevados dificultam o acesso ao financiamento para grande parte dos consumidores.

“A alta taxa de juros atinge diretamente os possíveis compradores da classe média, que dependem de financiamento para a aquisição de um imóvel, uma tarefa difícil, já que os bancos acompanharam o aumento da Selic e também aumentaram as taxas de juros de suas linhas de crédito. Com relação aos compradores de alto poder aquisitivo, a alta da taxa de juros deixou este público mais seletivo, preferindo manter o dinheiro aplicado e só comprando o imóvel que for, realmente, seu desejo. O público de poder aquisitivo mais baixo continua contando com taxas baixas de financiamento, subsidiadas pelo governo”, destaca Rafael Machado, cofundador e CEO do Meu Imóvel, plataforma especializada em soluções residenciais.

Entre os fatores que impulsionam o setor, especialmente nos resultados do primeiro trimestre, destacam-se os programas habitacionais com subsídios, como o Minha Casa, Minha Vida, que representou 48% das vendas e 52% dos lançamentos no período. Além disso, o mercado de altíssimo padrão mantém sua resiliência, visto que este público não depende de financiamento bancário nas mesmas proporções. O interesse por imóveis permanece, mas a dificuldade de acesso ao crédito para a maioria dos compradores ainda é um fator limitante.

“Neste momento de incertezas, gerado pela manutenção dos juros em patamares altos, a escolha de um imóvel precisa passar por uma criteriosa avaliação das diversas opções do mercado. O Meu Imóvel é o portal que facilita muito esta escolha, pois realiza uma curadoria dos imóveis e apresenta ao cliente as opções cujas características atendem às necessidades do mesmo. Desta forma, o cliente poderá otimizar o seu tempo”, acrescenta Machado.

Com a movimentação concentrada em nichos, plataformas como o Meu Imóvel se tornam ferramentas estratégicas, registrando buscas por imóveis dentro das condições atuais de mercado. A praticidade das ferramentas digitais e a oferta variada de unidades contribuem para aproximar compradores e incorporadoras, especialmente em um momento onde a eficiência na conexão é fundamental para fechar negócios diante das dificuldades de crédito.

Especialistas do setor alertam que, sem uma mudança significativa nas condições de crédito e uma maior estabilidade econômica, o mercado imobiliário precisará de estratégias adaptadas para manter o ritmo e evitar uma compressão ainda maior. Conforme a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) já apontou em matéria, a expectativa é de retração no volume de financiamentos em 2025 devido à alta dos juros e ao esfriamento da demanda, o que exige cautela e novas abordagens.

O desempenho do primeiro trimestre, embora com números robustos em segmentos específicos, reforça as expectativas de um segundo semestre desafiador para o mercado imobiliário.

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