O uso de totens de autoatendimento em restaurantes cresceu 11% em 2025, enquanto as comandas digitais registraram avanço de 4,9% no mesmo período, segundo dados do relatório anual Raio X do Delivery. O levantamento reúne informações de pedidos rastreáveis entre janeiro e outubro de 2025, com base em estabelecimentos que utilizam as soluções da empresa de tecnologia para o setor de food service Consumer.
Totens de autoatendimento permitem que o cliente realize pedidos e pagamentos de forma autônoma, com integração direta aos sistemas do restaurante, enquanto as comandas digitais possibilitam o registro de solicitações em dispositivos móveis conectados à gestão, com envio automático para a cozinha, atualização de caixa e controle de estoque.
Renato Almeida, CEO da Consumer, avalia que os dados confirmam uma aceleração na transformação digital do mercado de food service, que atravessa um momento de maturidade, com a tecnologia deixando de ser um diferencial para se tornar um pilar de eficiência operacional.
"O crescimento no uso de totens e comandas digitais revela que os empreendedores estão priorizando a agilidade e a precisão no atendimento. As soluções de autoatendimento surgem como uma resposta estratégica à escassez de mão de obra e como uma ferramenta eficaz para o aumento do ticket médio através de sugestões de vendas inteligentes e promoções integradas", pontua o executivo.
O CEO da Consumer destaca que a automação, antes associada a grandes redes, passou a ser adotada por restaurantes independentes com a democratização do acesso à tecnologia.
"O investimento tornou-se acessível, e o retorno sobre o investimento (ROI) é percebido rapidamente, com redução de perdas e ganho de agilidade. Hoje, soluções robustas são escaláveis e se adaptam à realidade financeira dos restaurantes independentes", reitera.
Impactos da automação
O executivo explica que, na prática, totens e comandas digitais ajudam a reduzir filas e erros de pedidos, ao descentralizar o atendimento. Segundo ele, o totem atua como um ponto de venda adicional e intuitivo, absorvendo a demanda que pode sobrecarregar o caixa convencional e eliminando filas. Já a comanda digital reorganiza o fluxo de trabalho dos garçons.
"Ao realizar o pedido diretamente na mesa, com envio imediato para a cozinha, o profissional evita deslocamentos desnecessários e permanece mais tempo no salão para oferecer um atendimento consultivo. Com isso, há redução no tempo de espera e maior precisão no envio das informações à produção, garantindo que o pedido chegue conforme solicitado pelo cliente", detalha o CEO.
De acordo com Almeida, a principal falha que pode ser mitigada pela automação é o erro de comunicação inerente aos processos manuais, como anotações ilegíveis ou o esquecimento de observações, a exemplo da remoção de ingredientes, já que no autoatendimento, o próprio cliente valida o pedido, eliminando ruídos na transmissão das informações.
"No caso da comanda digital, há integridade financeira, pois o que foi lançado é o que será cobrado, evitando prejuízos com esquecimentos de itens no fechamento da conta ou erros de cálculo manual. A automação pode trazer uma camada de segurança e precisão que o papel simplesmente não consegue oferecer", acrescenta o executivo.
O impacto das tecnologias se estende por toda a cadeia de gestão do negócio. Além da agilidade no atendimento, a digitalização gera dados que podem apoiar decisões estratégicas, ao integrar o pedido diretamente ao sistema e permitir controle em tempo real sobre o giro de estoque, compras mais assertivas e redução de desperdícios.
"A clareza sobre o fluxo de caixa facilita o fechamento do dia e a auditoria de vendas. A eficiência no salão impacta a rotatividade das mesas, pois um ciclo mais rápido permite atender mais clientes no mesmo período, sem perda de qualidade. A longo prazo, as ferramentas podem viabilizar programas de fidelidade com base no histórico de consumo, transformando dados em inteligência para fidelizar o público e planejar expansão", comenta Almeida.
Segundo o executivo, o avanço da digitalização não tem como objetivo substituir o fator humano, mas potencializá-lo, ao delegar tarefas repetitivas às ferramentas e permitir que a equipe foque na hospitalidade e na experiência do cliente. O equilíbrio está na integração entre tecnologia e operação, com as ferramentas sustentando os processos e o time atuando de forma estratégica no relacionamento com o público.
"O segredo está na sinergia. Quando a tecnologia garante a entrega correta e rápida do pedido, o time tem liberdade para ser mais empático e consultivo. Personalização hoje é respeitar o tempo do cliente — alguns preferem a rapidez do totem, outros a interação com o garçom. O equilíbrio ocorre quando o restaurante oferece ambas as opções com excelência, usando a tecnologia para eliminar gargalos e o humano para criar conexão", afirma o CEO.
A Consumer concentra esforços na inovação contínua e no desenvolvimento de produtos pensados para a realidade brasileira. A empresa mantém um time de engenharia direcionado à criação de soluções tecnologicamente sofisticadas, mas simples de operar no dia a dia.
O ecossistema da empresa é constantemente atualizado, buscando integrações que facilitem a rotina do empreendedor, com o objetivo de garantir que pequenos e médios restaurantes tenham acesso às ferramentas de gestão do mercado com o melhor custo-benefício.
Para baixar o relatório completo, basta acessar:
https://blog.consumer.com.br/relatorio/
