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Médica explica os malefícios das dietas restritivas

Médica explica os malefícios das dietas restritivas
Médica explica os malefícios das dietas restritivas

As dietas restritivas, que prometem resultados rápidos e milagrosos, são frequentemente vistas como a solução para quem busca emagrecer. Saúde, estado de humor e conveniência estão entre os principais atrativos para a escolha da modalidade, segundo um estudo divulgado no periódico Perceptual and Motor Skills e compartilhado pela CNN Brasil.

Este panorama ocorre enquanto, no Brasil, ​uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em parceria com a farmacêutica Novo Nordisk revelou que 59% dos brasileiros apresentam sobrepeso ou obesidade, conforme o Índice de Massa Corporal (IMC). Os dados, também divulgados pela CNN Brasil, ainda pontuam que apenas 11% dos entrevistados relataram ter recebido um diagnóstico formal sobre seu estado de saúde, o que destaca a necessidade de maior conscientização para o enfrentamento da obesidade. 

Dra. Bruna Vieira, médica endocrinologista especialista em emagrecimento saudável, alerta para os perigos da abordagem de dietas restritivas, destacando que a individualidade de cada paciente é fundamental para um plano de emagrecimento eficaz e sustentável. Segundo Vieira, a restrição extrema pode causar uma série de malefícios, a começar pela perda de massa muscular e deficiências nutricionais.

“Dietas muito restritivas, especialmente sem acompanhamento profissional especializado, podem levar à perda de massa muscular e deficiências de vitaminas e minerais – o que, a longo prazo, se traduz em queda de cabelos, sensação de fraqueza, cansaço, sintomas depressivos e ganho de peso”, explica.

A fala da especialista é corroborada por dados de uma pesquisa  publicada por uma editora francesa, que acompanhou 4761 voluntários que seguiram diferentes dietas por, pelo menos, dois anos. Segundo o estudo, intitulado “Dukan e Depois?” e noticiado pelo portal GShow, 75% dos indivíduos afirmaram que ganharam de volta o peso que haviam perdido. Além disso, o fracasso da dieta causou um sentimento de culpa em 60% do grupo.

De acordo com a Dra. Bruna Vieira, essa abordagem também pode causar impacto no metabolismo e equilíbrio hormonal. “O jejum intermitente é uma estratégia de emagrecimento que, embora seja restritiva, pode ser muito útil no processo de emagrecimento e já existem estudos evidenciando diversos benefícios metabólicos”.

Ainda assim, prossegue, é importante que o jejum intermitente seja feito com acompanhamento profissional especializado e como parte de uma estratégia nutricional, para evitar perda de massa magra e redução de níveis de vitaminas e minerais essenciais para um funcionamento metabólico adequado. 

A médica traz à tona o perigo da insustentabilidade de uma dieta a longo prazo: “Um emagrecimento muito rápido e ligado a dietas restritivas é insustentável a longo prazo. Dentro de um período de até cinco anos, a maioria dos pacientes acaba reganhando o peso perdido, e isso é um dos maiores desafios quando se trata de emagrecimento”, alerta.

Qual é a importância da Individualidade?

A Dra. Bruna Vieira explica os principais benefícios de uma dieta com foco na individualidade de cada paciente:

  • Planos personalizados: olhar o paciente de forma individualizada é entender que cada organismo responde melhor a uma estratégia diferente. Cada indivíduo tem sua rotina, seus hábitos, limitações, e sua própria identidade metabólica que pode responder melhor a um tipo ou outro de tratamento;
  • Ajuste ao estilo de vida: personalizar um plano alimentar significa ajustar a alimentação ao estilo de vida da pessoa, às preferências e necessidades individuais, e não o contrário. O processo de emagrecimento não precisa ser encarado como um sofrimento, do contrário existem grandes chances de reganho de peso;
  • Resultados sustentáveis: seguir dietas de baixa caloria, principalmente as que não levam em conta aspectos individuais de cada um, além de geralmente causar deficiências nutricionais e prejudicar o metabolismo como um todo, acaba sendo uma medida que a curto prazo resulta em reganho de peso.

“Hoje em dia, temos diversos estudos na área de obesidade e diversas possibilidades terapêuticas, não faz mais sentido se prender a dietas padronizadas e que são insustentáveis a longo prazo”, ressalta a especialista.

Qual é o papel do acompanhamento profissional?

A Dra. Bruna Vieira destaca que o acompanhamento profissional é importante para reeducação metabólica, mas também para equilíbrio hormonal: “A obesidade é uma patologia multifatorial. Por isso, o tratamento deve abordar múltiplos aspectos: alimentação, atividade física, suporte psicológico e motivacional e, muitas vezes, o uso de medicamentos”.

Em alguns casos, segundo a especialista, é preciso fazer ajustes metabólicos e correção de alterações hormonais que podem estar interferindo na perda de peso saudável.

Ela também fala sobre os tratamentos modernos: “Hoje, temos opções medicamentosas que chamamos de ‘análogos de GLP-1/GIP’ e ‘imitam’ hormônios naturalmente produzidos pelo organismo em condições normais e que resultam em saciedade”.

Porém, acrescenta Dra. Bruna Vieira, é preciso lembrar que os tratamentos mais eficazes incluem adoção de medidas saudáveis, como a prática de atividade física frequente, sono de boa qualidade e uma alimentação balanceada.

Para concluir, Dra. Bruna Vieira enfatiza que o emagrecimento saudável é um processo gradual e individualizado, que requer acompanhamento profissional e respeito às necessidades do corpo. “Dietas restritivas podem trazer resultados rápidos, mas seus malefícios a longo prazo superam os benefícios”, explica.

Para mais informações, basta acessar: https://drabrunavieira.med.br/home/

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