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Projeto fortalece pesca artesanal no Vale do Ribeira

Projeto fortalece pesca artesanal no Vale do Ribeira
Projeto fortalece pesca artesanal no Vale do Ribeira

No dia 20 de março, o Projeto Rede Terra-Mar foi oficialmente apresentado em Iguape (SP), consolidando um investimento estratégico voltado ao fortalecimento da pesca artesanal e da agricultura familiar no Vale do Ribeira. A iniciativa, que integra recursos do Projeto Ecoforte — financiado pela Fundação Banco do Brasil em parceria com o BNDES —, representa um avanço concreto na valorização das comunidades tradicionais, promovendo geração de renda, inclusão produtiva e sustentabilidade ambiental. 

"Mais do que um investimento financeiro, a atuação da Fundação Banco do Brasil evidencia uma aposta em um modelo de desenvolvimento que respeita o território, fortalece identidades locais e cria novas oportunidades para quem vive da pesca", ressalta Ana Paula Moreira Lima, gerente de Equipe de Suporte Operacional da Fundação BB. 

A proposta da Rede Terra-Mar busca integrar a produção pesqueira à agricultura familiar, criando um ciclo sustentável entre mar e terra. A iniciativa inclui a modernização de agroindústrias, o fortalecimento da cooperativa Cooperpesca e a implementação de práticas agroecológicas que ampliam o valor dos produtos e reduzem impactos ambientais.

Para Ana Paula, na prática, o apoio da Fundação BB se traduz em transformação direta na vida das famílias. Para os pescadores da região, o projeto chega como uma resposta a desafios históricos, como a instabilidade de renda, a dificuldade de acesso a mercados e a falta de estrutura produtiva. Agora, com o fortalecimento da cadeia e a ampliação das políticas públicas, a expectativa é de mais segurança, dignidade e crescimento.

A Cooperpesca, que há mais de duas décadas organiza a atividade pesqueira no território, ganha ainda mais relevância nesse novo cenário, consolidando-se como um polo estratégico de produção e distribuição.

Esse impacto também se reflete no fortalecimento do papel das mulheres na pesca artesanal. Para Vilnes de Paiva, pescadora da região, o reconhecimento atual é, na verdade, a retomada de um protagonismo que sempre existiu. "O papel da mulher na pesca artesanal hoje é ocupar um lugar que ela sempre exerceu. A mulher sempre pescou junto com o marido, fez parte da pesca familiar artesanal e hoje está em um lugar de destaque, exercendo uma profissão que sempre foi sua. Ela vai para o mar, vai para o rio, traz o peixe para a família e contribui diretamente com o orçamento familiar", destaca.

Além do impacto econômico, o projeto reconhece o valor social e ambiental da pesca artesanal. "Ao apoiar essa cadeia produtiva, a Fundação Banco do Brasil contribui diretamente para a segurança alimentar e para a preservação de um dos territórios mais ricos da Mata Atlântica", completa Ana Paula.

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