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Reprovações em vistos para os EUA disparam

Reprovações em vistos para os EUA disparam
Reprovações em vistos para os EUA disparam

O número de vistos negados pelos Estados Unidos a brasileiros tem crescido de forma preocupante, mesmo entre candidatos com perfil considerado sólido — como renda comprovada, vínculos familiares e atividade profissional regular. De acordo com relatórios oficiais do Departamento de Estado dos EUA, a taxa de recusa de vistos B‑1/B‑2 para brasileiros foi de 23,16 % em 2020 e caiu para 11,94 % em 2023. Especialistas apontam que, além do aumento da demanda no pós-pandemia, falhas no preenchimento do formulário DS‑160 têm sido um dos principais fatores para esse cenário.”

Segundo o advogado Bruno Lopes, especialista em imigração, muitos pedidos são indeferidos por erros técnicos no formulário — que, embora pareça simples, exige precisão e clareza. “Nossa análise mostra que estas reprovações poderiam ser evitadas. São empresários, estudantes e famílias com total condição de viajar legalmente, mas que tiveram seus vistos negados por falhas evitáveis no preenchimento do DS-160”, afirma.

Bruno explica que omissões ou contradições podem ser interpretadas pelas autoridades como tentativas de enganar o sistema, ainda que sem intenção. “O DS-160 é um documento técnico. Um erro de digitação, uma resposta ambígua ou uma informação mal interpretada pode gerar a negação do visto por suspeita de má fé”, destaca o especialista.

Com o aumento das negativas, o escritório do advogado passou a orientar clientes a solicitarem o FOIA (Freedom of Information Act), mecanismo que permite acesso ao histórico do processo junto ao governo americano. “Muitos desses indeferimentos não têm base objetiva, e o FOIA ajuda a identificar isso. Há casos de pessoas sem antecedentes, com forte vínculo com o Brasil e plena capacidade financeira, que ainda assim foram reprovadas”, relata.

A recomendação, segundo ele, é buscar orientação especializada para evitar frustrações. “O visto americano não é uma formalidade. É um processo estratégico, com critérios específicos, e tratar isso com superficialidade pode custar caro”, finaliza.

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