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Nexxera leva experiência em disrupção ao Fintech Trends 2025

Nexxera leva experiência em disrupção ao Fintech Trends 2025
Nexxera leva experiência em disrupção ao Fintech Trends 2025

O fundador da Nexxera, Edson Silva, participou no dia 30 de outubro do painel "Alocando Capital na Nova Fronteira Financeira: Onde e por que investir nas fintechs de amanhã", durante o Fintech Trends 2025, promovido pela Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE). O encontro reuniu líderes e especialistas do setor financeiro e de tecnologia para discutir como as fintechs estão moldando a nova fronteira de investimentos e se consolidando como aliadas estratégicas do sistema financeiro.

O painel, que abriu a programação da tarde, contou também com Guilherme de Assis Brasil (CTO da Starian), Marina Leite (sócia e RI da Quartzo Capital) e Cesar Garritano (economista-chefe da SOMMA Investimentos).

Com uma trajetória de mais de três décadas à frente da Nexxera — empresa especialista em supply chain finance —, Edson compartilhou uma visão madura sobre como as fintechs podem gerar valor real a partir da compreensão das cadeias produtivas e dos fluxos que sustentam a economia. "Nós nascemos para trabalhar dentro do mercado financeiro no pré-internet e pré-home banking. Nossa característica sempre foi ser disruptivo e, por isso, o principal requisito que enxergamos hoje para investir [em uma fintech ou startup] é o nível de disrupção e o entendimento do nicho de mercado em que a empresa atua", destacou.

Para Edson, a nova fronteira de investimento nas fintechs passa menos por produtos financeiros isolados e mais pela capacidade de construir ecossistemas que sustentam as relações entre empresas, fornecedores, bancos e fundos.

Ele ressaltou que o potencial de crescimento do setor está em compreender os ecossistemas que orbitam grandes companhias — e, a partir daí, oferecer soluções que impulsionem a produtividade e a liquidez de pequenas e médias empresas.

"No Brasil, 80% das empresas são micro e pequenas. O grande aprendizado da Nexxera foi entender como ajudar essas cadeias produtivas a acessar crédito e aumentar resultado sem necessariamente vender mais", explicou.

Essa leitura do mercado está no centro da atuação da Nexxera como ecossistema transacional e comportamental, que utiliza dados de fluxo de caixa, pagamentos e recebimentos para interpretar o comportamento financeiro das empresas e fortalecer conexões inteligentes entre bancos, fundos, adquirentes, registradoras, clientes e fornecedores. Hoje, a plataforma conecta mais de 1,2 milhão de empresas, facilitando o acesso a crédito produtivo e fortalecendo o equilíbrio financeiro de toda a cadeia.

Ao comentar o equilíbrio entre inovação e regulação, Edson reforçou que a solidez do mercado financeiro depende justamente dessa convivência: "Falamos muito em disrupção, mas a regulação caminha lado a lado dela. O Brasil é um dos países mais regulados do mundo, e isso faz bem. Ela impõe regras, mas também nos permite pensar diferente", pontuou.

O painel abordou ainda o novo perfil das fintechs, o papel da inteligência artificial no mercado financeiro e a importância de uma visão mais racional sobre o uso do capital. "As próximas gerações devem estar mais focadas em gerar resultado, não apenas em se aventurar. O momento é de maturidade, foco e pé no chão. O capital existe, mas ele exige", ponderou Edson.

A Nexxera, que também é cofundadora do LinkLab, programa de inovação aberta da ACATE, reforçou ainda sua aposta na colaboração entre grandes empresas e startups para acelerar o desenvolvimento de soluções financeiras mais conectadas à realidade do mercado. "Gostamos de estimular a criatividade e inovação de empresas em estágios iniciais. Criamos nichos de desenvolvimento que geram comunidades empresariais ao redor de cada negócio", diz Silva.

Com sua participação, a Nexxera reforça o papel das fintechs como motor de transformação da economia real, unindo tecnologia, crédito produtivo e eficiência operacional.

Mais do que discutir tendências, a empresa contribuiu para um debate essencial sobre o amadurecimento da comunidade financeira e de inovação no Brasil, onde regulação e disrupção caminham juntas para fortalecer um mercado mais colaborativo, sustentável e orientado a resultados.

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