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Festival SXSW 2025 alerta sobre futuro da cultura corporativa

Festival SXSW 2025 alerta sobre futuro da cultura corporativa
Festival SXSW 2025 alerta sobre futuro da cultura corporativa

O South by Southwest (SXSW) 2025, um dos mais influentes festivais de inovação do mundo, que aconteceu no início do ano em Austin, no Texas, trouxe uma mensagem clara: o futuro das organizações será vivo. No painel apresentado pela futurista Amy Webb, o conceito de “inteligência viva” foi citado para definir sistemas capazes de sentir, aprender, se adaptar e evoluir, transformando a maneira como interagimos com a tecnologia no futuro.

De acordo com a futurista Amy Webb, “as decisões que tomarmos nos próximos cinco anos determinarão o destino de longo prazo da civilização humana”. Para o especialista em cultura organizacional e fundador da DHEO Consultoria, Adeildo Nascimento, o SXSW alerta para o impacto em diversas áreas, inclusive na cultura corporativa, uma vez que esse é um chamado urgente para organizações que não compreenderam que experiências e inovações tecnológicas trazem a reboque uma revolução cultural e social.

“O que está em jogo não é apenas a adoção de novas tecnologias, mas uma transformação profunda no modo como pensamos e estruturamos as organizações. A cultura corporativa tradicional já não dá conta da complexidade do mundo atual. Precisamos de sistemas vivos, com liderança distribuída, aprendizagem contínua e propósito claro. É nessa encruzilhada entre tecnologia e humanidade que reside o futuro das empresas. E, mais do que se adaptar, as lideranças precisam assumir o papel de protagonistas dessa transição”, diz Adeildo Nascimento, diretor e fundador da DHEO Consultoria.

Para que a transição rumo à inteligência viva seja efetiva, não basta somente adotar novas tecnologias. Alguns painéis do SXSW apontaram que “o middle management está derretendo” — já se referindo a ideia de que coordenadores, gerentes e gerentes sêniores tendem a desaparecer da estrutura tradicional, dando lugar a líderes mais horizontais, com perfil de facilitadores de squads multidisciplinares.

Nesse sentido, é necessário reestruturar o modo como as organizações operam. Para Nascimento, o primeiro passo é o redesenho organizacional. A chegada da IA pede uma nova arquitetura na empresa, com fluxos mais ágeis, menos silos e maior flexibilidade para adaptação constante.

Todavia, a governança também precisa evoluir. Nascimento acredita que modelos adaptativos ganham força ao propor a descentralização do poder e o fortalecimento da autonomia dos times. Por fim, o RH precisa assumir um novo papel.

“O RH do futuro não será apenas uma área de suporte, mas o epicentro da transformação cultural nas empresas. Em vez de se limitar a processos operacionais, sua missão será desenhar ambientes onde a inovação floresça, os talentos se desenvolvam e os valores organizacionais ganhem vida. Trata-se de um papel estratégico e criativo, que exige sensibilidade para captar sinais do ambiente, habilidade para construir pontes entre áreas e coragem para romper com estruturas ultrapassadas. O RH deixa de ser executor e passa a ser arquiteto da cultura”, finaliza Adeildo.

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